Eu sei que este senhor é (quase, porque uma certa influência do flamenco atenua um pouco esta característica) o Tony Carreira espanhol e que canta, tal como o português, uma série de piroseiras ultra-românticas, mas gosto, estranhamente, deste dueto com a Carminho (e ninguém merece este é este nome artístico, mas, enfim, é sinal de que o fado, de facto, abandonou a casa de putas para abraçar a linha do estoril).
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Porque o cinema francês continua a dar cartas.
Pequenas Mentiras entre Amigos (Les Petits Mouchoirs).
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
O PREC da reacção.
Quando, no mês passado, Vasco Lourenço, capitão de Abril e dirigente da Associação 25 de Abril, se referia às actuais medidas de "austeridade" como consubstanciando um "PREC de direita", eu, confesso, achei exagerado.Claro que rejeitava, em absoluto, a política de "sacrifícios" (para alguns, os que menos têm), de suposta "consolidação financeira", de "saque fiscal", de ataque sem trégua ao exíguo Estado Social português, de liberalismo trouxa, mas considerava que não fazia sentido, ainda, pelo menos, falar de um ataque concertado às magras conquista da esquerda no período que se segui ao golpe do 25 de Abril.
Depois de ter estado presente na manifestação que acompanhou a Greve Geral do passado dia 24, contudo, tudo se modificou. Aquilo a que assisti, e o que soube depois, fazem-me, hoje, crer que as forças da direita (do PS ao CDS, passando por jornais com tiragens ridículas, representantes do patronato, etc.) desejam, com a justificação da "crise financeira", pôr em marcha mecanismos de eliminação da massa crítica e da resistência das classes populares portuguesas, tudo com a conivência leviana de uma comunicação social acéfala.
É neste sentido que devem ser entendidas as declarações de membros do governo no sentido de denegrirem os corajosos trabalhadores portugueses que decidiram exercer o seu direito constitucionalmente protegido à greve e a brutal repressão policial da manifestação que se reuniu em frente da Assembleia da República. Nesta, a lembrar os "bufos" de outros tempos, estavam presentes elementos camuflados das polícias, com o objectivo claro de agitarem as massas, assim justificando os abusos da polícia de choque.
A comunicação social tem "papado" as atabalhoadas justificações do MAI e dos chefes das polícias. Já desistiram de investigar, de fazer jornalismo. Não passam, nos dias de hoje, de porta-vozes, ultra-manipulados, de governos, forças políticas, ou quem quer que apareça para os guiar na escuridão estúpida em que se encontram imersos.
E o governo, e/ou quem lhes puxa os cordelinhos, aproveitam-se de tudo isto, pondo em marcha, um efectivo processo de destruição das conquistas sociais da revolta popular portuguesa. Portugal não precisa, contudo, sobretudo, de produzir mais, de criar mais riqueza, mas de distribuir melhor os vastos recursos detido por muito poucos. Vamos ver se, mesmo sem o braço armado da comunicação social, vamos conseguindo passar esta mensagem ao povo português...ou se calhar, tendo em conta os constantes resultados eleitorais, não valerá muito a pena...
Ainda conseguem dizer que não gostam de fado?
Em jeito de celebração pela classificação do fado enquanto Património Cultural Imaterial da Humanidade, deixo aqui alguns temas interpretados por Argentina Santos, a histórica proprietária da Parreirinha de Alfama. Arrepiante!
Convido-vos, agora, a dizerem que continuam a não gostar de fado.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
"Começam os tumultos, começam os tumultos".
Os "perigosos" manifestantes a "apanharem" já no espaço público, legalmente reservado para a manifestação.
Os alegados "tumultos", onde se vê manifestantes que incorporavam a marcha das centrais sindicais, que se demarcaram dos "selvagens".
Sra., quais insultos e quem lhe disse se os manifestantes faziam parte ou quem é que constitui o "Movimento dos Indignados"? Viu-lhes o cartão de "sócio"? O que é o "Movimento dos Indignados". Jornalismo de muito fraca qualidade...
Alegada, e parece que confirmada, mesmo, violência policial (à paisana) sobre manifestante pacífico.
manife de 24 de Novembro - Lisboa from Bernardo Barata on Vimeo.
Agredido com quê? A agressão do "cidadão estrangeiro". Segundo o arrastão, o "cidadão estrangeiro" não era mais do que um polícia à paisana... Rabo escondido com gato de fora.
E a censura, pá?
Até amanhã camaradas.
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