terça-feira, 29 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
"Começam os tumultos, começam os tumultos".
Os "perigosos" manifestantes a "apanharem" já no espaço público, legalmente reservado para a manifestação.
Os alegados "tumultos", onde se vê manifestantes que incorporavam a marcha das centrais sindicais, que se demarcaram dos "selvagens".
Sra., quais insultos e quem lhe disse se os manifestantes faziam parte ou quem é que constitui o "Movimento dos Indignados"? Viu-lhes o cartão de "sócio"? O que é o "Movimento dos Indignados". Jornalismo de muito fraca qualidade...
Alegada, e parece que confirmada, mesmo, violência policial (à paisana) sobre manifestante pacífico.
manife de 24 de Novembro - Lisboa from Bernardo Barata on Vimeo.
Agredido com quê? A agressão do "cidadão estrangeiro". Segundo o arrastão, o "cidadão estrangeiro" não era mais do que um polícia à paisana... Rabo escondido com gato de fora.
E a censura, pá?
Até amanhã camaradas.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
No país do carnaval (parte I).
No país de Jardim (também conhecido por Região Autónoma da Madeira), as iluminações de Natal e o fogo-de-artifício de Ano Novo não vão sofrer os efeitos da "crise". Como em anos anteriores, o fausto continuará a marcar a comemoração das datas, tendo sido, em claro prejuízo do interesse público, consignados três milhões de euros para o efeito.
Alberto João Jardim paira acima de qualquer norma de responsabilidade financeira e política e reina autocraticamente no território desde 1978. Os 33 anos consecutivos no poder servem, desde logo, penso, como teste da democraticidade da Região Autónoma - o consulado de Jardim ultrapassa os de José Eduardo do Santos ou Robert Mugabe, por exemplo. Não isentam, todavia, o povo madeirensa da sua culpa na manutenção do regime de absoluta impunidade de Jardim, com o qual, todos os anos, os cidadãos portugueses tẽm de arcar financeiramente. É que, apesar de tudo, e ainda que a um nível muito primário, sobretudo no que toca à educação cívica das populações, a Madeira é uma democracia.
Apesar de se tratar da segunda região mais rica do país, atrás de Lisboa e Vale do Tejo, o estatuto de insularidade e periferia do arquipélago, bem manipulados pelo cacique local, têm-lhe permitido furtar-se às (escassas) normas de rigor orçamental e responsabilidade financeira aplicadas no continente. E todos os anos, os milhões de euros do défice regional (que ultrapassa os 20% do PIB Madeirense!), têm sido pagos por transferências do Orçamento Geral do Estado. Governos nacionais demasiado temerosos das inconsequentes ameaças autonómicas de Jardim, a começar por aqueles alicerçados nas fabulosas maiorias absolutas de Cavaco Silva, têm, desta forma, imposto a totalidade dos cidadãos portugueses (incluindo, portanto, os habitantes da RAM), os custos da governação faraónica de Jardim.
As actuais medidas de "austeridade" impostas pela maioria reaccionária (PS(conivente)+PSD+PP) que domina o parlamento portuguê, não se coadunam, todavia, com a manutenção do status quo madeirense. Desta forma, Jardim tem de ser colocado na ordem - veremos se Passos Coelho, tão corajoso na exigência de sacrifícios aos trabalhadores e à
arraia-miúda nacional, tem a audácia de enfrentar o Salazar madeirense - e, se agitar o manifesto da autonomia, assumir o compromisso de referendar a hipótese. Oxalá o faça, porque, dessa forma, os cidadãos madeirenses teriam, finalmente, de abandonar a infância política a que têm sido arremetidos desde os alvores da democracia portuguesa e assumir as responsabilidades políticas inerentes à situação de cidadãos politicamente autónomos.
A bem da nação!
sábado, 5 de novembro de 2011
O choque com a realidade
No outro dia vi este vídeo e tenho de admitir que foi um enorme choque para mim. Não conseguia acreditar que aquela pessoa existisse, era mau de mais.
Hoje tive um choque talvez ainda maior quando li este texto (aviso: lê-lo pode provocar cenas esquisitas em vocês). A ignorância atroz, o ódio, o atraso que esta senhora representa...
Enfim, talvez por ter apenas 22 anos, nāo pensei que existissem pessoas destas no meu país. Agora já sei. Foi um verdadeiro choque com a realidade.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Dos mitos do capitalismo.
Como todos os sistemas ideológicos, o capitalismo também dispõe de uma mitologia própria que ajuda à sua reprodução acrítica e continuidade de funcionamento sem necessidade de constantes indagações. Os mitos não têm, necessariamente, de ser falsos (ou verdadeiros). Percepciono-os mais, nesta reflexão, como conjuntos de pequenas histórias (ou memórias) partilhadas por um número relativamente alargado de pessoas que vivem sob um determinado enquadramento político, social e económico e que, como se disse, contribuem para a sua aceitação e progressão de uma forma pouco pensada. Serão, em princípio, propagados pelas classes dominantes, mas os grupos dominados, com relativa facilidade, delas se apropriam ou criam outras igualmente reprodutivas do sistema que habitam. O capitalismo, creio, dispõe de, pelo menos, dois mitos fundamentais.
O mito do self-made man terá aparecido, de forma ostensiva, nos Estados Unidos em meados do séc. XIX e conta-nos a história do operário fabril, ou outra pessoa de casta mais “humilde”, que, através do seu trabalho e árduo esforço, foi capaz de ultrapassar a sua condição económica e integrar-se numa classe socioeconómica mais favorecida (em termos financeiros). Serve, desta forma, para veicular a ideia de que o liberalismo económico é o único sistema que permite o aumento (grande) de bem-estar e a mobilidade socioeconómica (e política) ascendente. Desta forma, não terá aparecido, apenas, com o sonho americano, tendo as suas bases firmadas, pelo menos, nas reivindicações burguesas do séc. XVIII contra os privilégios auferidos pela nobreza, transmitidos pelo sangue.
Esta história terá, em princípio, origem nas classes sociais mais elevadas e todos os países capitalistas dispõem da sua. Por cá, as figuras meio tristonhas de Belmiro de Azevedo e de Cavaco Silva vão assumindo esse papel.
A historieta está, todavia, muito mal contada e por diversas razões. Em primeiro lugar, o mito refere-se ao homem que se construiu a si próprio e não à mulher, e isto já diz muito sobre a existência de determinados grupos que vêem impedidos os seus percursos ascendente. Depois, normalmente, este homem teve a possibilidade de ter acesso a alguma formação superior. Por fim, a sorte, joga, aqui um papel principal. Assim, o mito é fraco e qualquer pessoa que ganhe 500 euros por mês sabe que terá poucas dificuldades de não “macular” a descendência com a sua condição socioeconómica.
Mito 2 – O dinheiro não traz felicidade.
Este segundo mito acompanha e, muitas vezes, sustenta o sistema capitalista no falhanço do primeiro. Nele está contido todo um conjunto de histórias de desavenças familiares, de depressões (e suicídios), de relacionamentos interesseiros, causados pela abundância de riqueza e, por outro lado, a felicidade que a inexistência da mácula do dinheiro provoca. Desta forma, mesmo que não se conseguisse acumular riqueza e viver, economicamente, de forma desafogada, ao menos auferia-se de amizades e amores verdadeiros e de um contentamento mais genuíno, porque desprovido de preocupações ou bases materiais. A divulgação deste tipo de histórias têm interesse, portanto, tanto para as classes mais abastadas (não vão os pobres começar a querer a partilha do bolo) como para os falhados do sistema.
A “alegria da pobreza” contida em “quatro paredes caiadas” têm particular força em Portugal, porque era parte componente essencial da mitologia dos tempos da “outra senhora”.
Ainda ninguém descobriu, todavia, a equação da felicidade. Aquilo que posso afirmar, com quase absoluta certeza, é que andar a contar os tostões para ver se chega para comprar comida para os filhos é que não pode trazer felicidade de nenhum tipo, por muito masoquista que se seja e que viajar, sair à noite, jantar fora, organizar convívios, ouvir música, ler, escrever, andar vestido como se quer, dar o melhor à descendência, ter uma casa em condições, são tudo actividades e situações que proporcionam prazer a um conjunto alargado de pessoas e que necessitam de investimento de capital. O dinheiro assim, se não produz felicidade, pelo menos abre, em parte, no nosso sistema, o caminho para a mesma.
O segundo mito do capitalismo cai, assim, na companhia do primeiro, em igual descrédito.
E, agora, que história nos contam?
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Mais 100.000 exemplares. Assim seja!
José Rodrigues dos Santos deverá, creio, ser uma pessoa extremamente bem relacionada no seio da Igreja Católica portuguesa. Digo isto porque o Dan Brown português conseguiu a melhor publicidade possível para um livro que põe em causa a doutrina oficial da Igreja - ser comendato em tom depreciativo pela mesma. Melhor, apenas se conseguisse a reinstauração do Index Librorum Prohibitorum e a inclusão da sua obra no primeiro lugar das proibidas.
Tomara José Tolentino de Mendonça ver a sua obra igualmente rejeitada, ao menos, pelo colectivo Panteras Rosa.
A JRS já garantiu, o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, a venda de mais 100.000 exemplares. Assim seja!
PS: E obviamente que não há uma única pessoa, por muito receio que tenha do inferno, que vá deixar de ler o livro do senhor por causa dos ditames da Igreja. Agora, se ao invés d' O Último Segredo, quiserem pegar no Manhã Submersa, no Leopardo ou na Insustentável Leveza do Ser numa qualquer Fnac deste país estarão, certamente, a contribuir muito mais para a salvação cultural da alma.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Estado da América em 2m15s
Como diria a Alberta Marques Fernandes naquele programa do Pingo Doce que passa na RTP e que visa acabar com o estado social: Contra factos, não há argumentos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



