quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Radicalismos.
Tudo em nome da "estabilidade do sistema financeiro". Qual estabilidade? Afinal a quem serve esta situação?
E, depois, radical é a esquerda quando critica estas situações...
Apetece-me gritar: NACIONALIZAÇÕES, JÁ!!!
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
E o fascismo, subrepticiamente, começa a passar...
Em primeiro lugar, e como já aqui expressei, achei francamente perturbador a inacção das instituições responsáveis da UE perante a política ultra-discriminatória de Sarkozy em relação aos ciganos romenos que se encontravam legalmente em frança. Como se trata de ciganos, foram poucos aqueles que manifestaram uma discordância mais audível.

Ontem, na Sérvia, os manifestantes da Marcha do Orgulho Gay (LGBT) de Belgrado foram barbaramente atacados por mais de 6.000 contra-manifestantes homofóbicos. Por entre os gritos de "morte aos homossexuais" e "começou a caça", vários membros de claques e militantes de extrema-direita brutalizaram centenas de manifestantes pacíficos. O ódio e o medo foram os propulsores de instintos animalescos que a polícia não teve força para contrariar na totalidade. Valeu, ao menos, as reacções do Presidente e restantes membros do governo sérvio que condenaram veementemente os actos de violência. Quando estive na Lituânia, foram os próprios deputados do Parlamento Lituano que tentaram furar a barreira policial que protegia a curta manifestação do Baltic Pride. No país balcânico a reacção institucional foi, ao menos, correcta.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Eu "voto" Dilma.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Fascismo, não passará!

A comissária europeia da Justiça e dos Direitos Humanos, Viviane Reding, também havia recuado na comparação que estabeleceu entre as políticas de Sarkozy e os acontecimentos de perseguição de judeus (e outras minoriais étnicas, culturais, sexuais e religiosas) no período da II Guerra Mundial.
Considero inaceitável o primeiro recuo da Comissão Europeia, mas bem o percebo. Os restantes "grandes" europeus (Alemanha, Itália, Espanha, e, menos, a Inglaterra) têm, também, inúmeros problemas com o "excesso" de imigração (legal e ilegal). Não querem, assim, ser demasiado duros nas sanções a aplicar a um país incumpridor, na medida em que não sabem que medidas restritivas da livre circulação de pessoas terão de aplicar no futuro.
Quanto à acusação da Sra. Reding, não podia estar mais de acordo. Este tipo de injustiças lembra-me sempre do poema de Brecht que mantenho na margem direita destas páginas. A atitude despreocupada que encarnamos em relação às discriminações que atingem os nossos semelhantes retira-nos a protecção contra possíveis arbitrariedades. "Como eu não me importei com ninguém/ Ninguém se importa comigo".
A perseguição à comunidade judaica no seio do III Reich também não começou, como sabemos, pela deportação e assassínio em massa. Depois dos acontecimentos da "Noite de Cristal", certamente que Hitler também se indignaria se o comparassem aos sultões otomanos que ordenaram o extermínio de milhares de arménios durante a I Guerra Mundial (e a maioria da Europa concordaria com Hitler, afinal não "tinha sido assim tao grave", ainda). E, depois, vimos quais foram as consequencias advindas de tais práticas.
Hoje são so ciganos, amanhã os mendigos e os toxicodependentes, depois as prostitutas, em seguida os imigrantes africanos e, por fim, sou eu. Podemos aceitar isto?
sábado, 18 de setembro de 2010
O Imperialismo Democrático, Parte I - O Afeganistão.
Barack Obama, como é lógico, estava extremamente esperançoso de que as legislativas afegãs se saldassem num enorme sucesso, na medida em que pretende "descolonizar" o país o mais rapidamente possível (e Obama, a quem já chamam de novo Jimmy Carter, bem sabe que só terá um mandato para isso).
Infelizmente correu tudo mal. Desde o fim da II Guerra Mundial que os americanos estão convencidos de que é possível impor (pelo soft e hard power) a democracia nas outras nações do mundo (um certo tipo de democracia, obviamente. Liberal e de pendor capitalista). As experiências bem sucedidas na RF Alemanha, na Itália, na Áustria e no Japão (embora neste último caso o sucesso seja, no mínimo, relativo) mais os fizeram acreditar de que estavam certos.
O expoente máximo desta crença apareceu na pessoa de George W. Bush, promotor de uma retórica imperialista como já não se via deste Nikita Krutchev. Um imperialismo "democrático", contudo, através do qual se pretendia, utilizando Israel, o Iraque, o Afeganistão, e (eventualmente pressionado) o Paquistão como pivôs, democratizar todo o Médio Oriente, num movimento de pinça quie excluiria, logicamente e porque é um regime demasiado amigo, a Arábia Saudita.
sábado, 11 de setembro de 2010
Outra vez a "guerra ao terrorismo" ou Nós não esquecemos Allende!

Não obstante, Obama não conseguiu afastar-se da retórica belicista que vinha marcando de forma acentuada as administrações de George W. Bush. Apesar de afastada a terminologia da "Guerra ao Terror" e do "Eixo do Mal", é um facto que expressões muitp semelhantes foram empregeues pelo actual PR americano ("Hoje declaramos uma vez mais que nunca lhes concederemos vitória"). As garantias de que, nesta batalha contra o terrorismo, a América "não sacrificará as liberdades que tanto preza, não se esconderá atrás de muros de suspeição e desconfiança e não cederá ao ódio e à intolerância” caem num saco ligeiramente roto, tendo em conta as dificuldades que a adminsitração Obama tem tido em encerrar a prisão de Guantánamo.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
A discriminação da saúde mental.
