
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Da jaula para a prisão?

segunda-feira, 21 de junho de 2010
Por que é que eu fui à XI Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa.
Eu já tive uma má opinião acerca das marchas do orgulho gay. Em primeiro lugar porque não compreendia o conceito de orgulho aplicado a esta situação. Orgulho em se ser homossexual. Há dois anos nada me parecia mais idiota. Que sentido fazia? E se havia o orgulho gay, porque não a manifestação de um orgulho heterossexual? Afinal, não somos "todos iguais"? Não merecemos todos o mesmo tipo de tratamento, de respeito, de consideração? Então porquê individualizar? Por que não fazer apenas uma marcha anti-discriminação?
sábado, 19 de junho de 2010
Amnistia Internacional na Marcha!

"Hoje celebramos o Orgulho LGBT. E em Portugal até temos alguns bons motivos para o fazer. O panorama internacional é, contudo, negro no que toca à protecção das minorias sexuais: na maior parte dos países do mundo não existe legislação anti-discriminação, num grupo alargado de nações, o Estado proíbe a homossexualidade e 7 países respondem com a pena de morte às manifestações de amor minoritárias.
Mesmo na EU, um bastião da democracia e liberdade, há países em que não existe liberdade e segurança para organizar este tipo de manifestações.
Há quase 20 anos que a AI trabalha sobre a violação dos direitos humanos de pessoas com orientações sexuais ou identidades de género minoritárias. A nossa posição é muito clara neste ponto: qualquer pessoa, seja qual for a sua orientação sexual ou identidade de género, deve usufruir de todos os direitos humanos.
O nosso orgulho fica manchado quando não utilizamos a voz que nos é dada, a possibilidade e a liberdade de nos manifestarmos para lutar contra a crueldade de que são vítimas gays e lésbicas por todo o mundo.
Não sejamos cúmplices, através da nossa inacção, da morte, tortura e aprisionamento de pessoas cujo único crime foi manifestarem uma diferente forma de amar.
Porque podíamos ser nós, não abandonemos as populações LGBT de países como o Irão, a Arábia Saudita, a Mauritânia ou o Sudão à crueldade dos respectivos estados.
Não os deixemos sozinhos! "
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Um grande português.

quarta-feira, 16 de junho de 2010
O orgulho gay.

(Eu prefiriria chamar à coisa Orgulho Gay e usar, como, de uma forma relativamente corrente, fazem nos países anglo-saxónicos (ou mesmo no Brasil, por exemplo), a expressão Gay como um chapéu para abranger toda a diversidade sexual/ de identidade de género minoritárias, em vez de andarmos para aqui a criar uma série de siglas que já ninguém entende: GLS, LGBT, LGBTQ, LGBTQA, LGBTQI. Há alguém que decifre todos estes conjuntos de letras sem recorrer ao google? E este tipo de complexificação das identidades sexuais/ de género só funcionam como forma de afastar uma enorme parte das minorias sexuais. Perdemos, então, aqueles que não compreendem esta terminologia e os embróglios de uma luta que também lhes deveria pertencer. O resultado de tudo isto é que a maioria dos activistas LGBTs portugueses têm uma formação académica mínima ao nível da licenciatura, tirando o caso, talvez, daqueles que compõem o colectivo Panteras Rosa. Os resultados são negativos, mas não é este o momento para sobre os mesmos divagar mais longamente, na medida em que o aparte já vai longo).
Que vergonha...
domingo, 13 de junho de 2010
Cunhal e a democracia portuguesa.
