terça-feira, 17 de novembro de 2009

Se tivessemos o sistema das purgas...



Continuo sem perceber como foi que o nazo-fascista Jaime Nogueira Pinto se conseguiu reinventar no pós-25 de Abril e regressar a Portugal depois de um abençoado período no "exílio" (classifica, assim, a criatura os tempos em que mais não fez do que fugir com o rabinho entre as pernas).

Podemos vê-lo, actualmente, defendendo Salazar e outros fascistas como se fossem homens bons, tementes a Deus e defensores da pátria. Não compreendo como pode, este senhor, ter o seu lugar num jornal de âmbito nacional e ser professor numa faculdade pública...Lembremo-nos que defendeu, ate aos anos 70 (quando já todos os fascistas se afastavam de um regime que sabiam podre e prestes a cair), o regime fascista português, criticando, mesmo, os "avanços" promovidos por Marcelo Caetano...

Tivessemos, em Portugal, aplicado o sistema das purgas e, certamente, já não teríamos de aturar o "socialista" José Miguel Júdice, a "social democrata" Maria José Nogueira Pinto ou Maria João Avilez, que se encantou, ema vez, com o elefante domesticado de Savimbi...Enfim, tiveram sorte, mas terão de ter em mente que cá estará sempre um democrata pronto para os denunciar.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Até maracas toca...

...dirigir é que não é com ele.

A demanda continua

Este continua na sua demanda, não pelo ambiente, mas para encher cada vez mais o bolso à custa de meia-dúzia de verdades de La Palisse e outro tanto de disparates.

Folgo em saber que, a julgar pelos comentários na notícia, já não engana ninguém. Em Portugal pelo menos.

Nova personagem numa bem montada ópera chinesa.



Noticia, hoje, o jornal Público, que Barack Obama alertou para o respeito dos direitos humanos na China. Afirmou o nobel da paz que "as liberdades de expressão, de culto e de acesso à informação devem estar acessíveis a todos”. Referiu um tema muito importante, as restrições ao livre acesso à internet, apelando ao fim da férrea censura aplicada pelas autoridades chinesas.

Num contexto em que a China é o principal credor dos EUA, todos estes pedidos me soam a uma enorme encenação montada pela brutal ditadura chinesa. A confirmar a participação de Barack Obama neste novo capítulo de uma bem montada ópera chinesa, fica a ausência de qualquer referência à questão tibetana e muçulmana (Xinjiang), às mortes arbitárias encomendades pelo governo, aos prisioneiros políticos, à falta total de democracia. Enfim, faltou a menção a (quase) todas as questões importantes...

Esperava-se mais de um prémio nobel que aceitar as condições chinesas no tocante ao que poderia ser dito. Mas, também, com a manutenção em funcionamento da prisão de Guantánamo e violações diárias de direitos humanos no Iraque e Afeganistão, como ter a estrutura política e moral para o fazer?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Mais do mesmo


Sá Pinto foi o primeiro a ser escolhido para integrar esta nova organização no futebol do sporting. Eu disse nova organização? Erro meu. É exactamente a mesma coisa que estava antes. Um ex-jogador do sporting, grande jogador na óptica dos adeptos leoninos, mas que nunca entusiasmou particularmente nenhum grande clube estrangeiro nem tomará mais de duas linhas quando se escrever a história do futebol português (sim, já estou a contar com a linha dedicada ao célebre KO a Artur Jorge). A descrição, fora o parêntesis, encaixa na perfeição também em Pedro Barbosa.

Mas as semelhanças não ficam por aqui. Também quando passaram para outros cargos no seio leonino continuaram a comportar-se de forma muito parecida. Pedro Barbosa, é sabido, nunca o vimos, muito menos o ouvimos. Mas e Sá Pinto? Querem fazer-nos crer que o ex-internacional português é uma espécie de sangue novo, um corte total com o que havia...nada mais falso. Sá Pinto já lá estava como relações públicas, o tipo de cargo que se dá a velhas glórias que queremos evitar que detenham responsabilidades.

É no entanto interessante tentar perceber como é que quase nos convenciam que Sá Pinto é sangue novo. Isto aconteceu porque, tal como ao Pedro Barbosa, nunca o vimos e nunca o ouvimos.

Enfim, a verdade é que Sá Pinto lá foi promovido e quanto a isso não há nada a fazer.

Sá Pinto parecia até ter começado com o pé direito: deu uma entrevista. Não o vimos nem o ouvimos mas pudemos ler o que disse ao site oficial do Sporting. Confesso, no entanto, que a única coisa que retive da entrevista foi que Sá Pinto não tem a seu cargo as novas contratações do Sporting. Não tem ele nem tem ninguém acrescentaria eu. O Sporting não faz contratações. Para dar as boas vindas aos oferecidos Caicedo e Angulo até o Pedro Silva servia.

Deixem chegar o desemprego....



Noticia, hoje, o jornal Público que o número de abortos legais tem vindo a conhecer um acréscimo significativo, sobretudo na zona suburbana de Lisboa. Considero perfeitamente natural. Significa, seguramente, que os abortos clandestinos estão a conhecer um decréscimo significativo também e que as pessoas confiam no Serviço Nacional de Saúde para o tratamento de uma questão tão delicada.

Os arautos do atraso virão, com toda a certeza, defender que a legalização da IVG só está a ter como consequência o aumento do número de abortos realizados. Enfim, por razões óbvias esta afirmação é do mais falso possível. Desconhece a diminuição drástica de mulheres que têm aparecido nas urgências hospitalares com consequências de abortos clandestinos.

Contudo, para mim o mais preocupante foi descobrir que quase todos os médicos do Hospital Amadora-Sintra e S. Francisco Xavier são objectores de consciência. A classe médica só vem, assim, demonstrar, claramente, que está imbuída das forças do reaccionarismo. Como pode um país deixar que médicos se escusem ao tratamento de doentes de uma forma tão leviana? Eu até podia apostar que alguns daqueles, que no público objectam à realização de IVGs, andam alegramente pelo privado realizando-as, quando lhes acenam com belas maquias...

Enfim, como disse uma vez Maria Filomena Mónica, deixem chegar o desemprego à classe dos médicos e vão ver o que acontece a todos esses objectores de consciência. Este seria um dos casos em que uma poequena margem de desemprego seria positiva: cortar com o poderio absoluto dos médicos e torná-los mais humanos e competentes são objectivos que um estado que se propõe a fornecer os melhores serviços de saúde possíveis à sua população deveria tentar atingir.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A vergonha de ser comunista....




Quando somos confrontados com notícias como esta, faz-nos pensar como pode um partido, que se diz democrático, o PCP, continuar a apoiar o regime pseudo-comunista chinês.

Entre o capitalismo mais selvagem que é hoje lei na China e a brutal repressão a que sujeitam as suas populações, não era já tempo de o PCP se afastar do osbscurantismo e promover uma visão mais lúcida?

Mas, também, como podemos ficar espantados, perante um partido que, através de um dos seus mais altos dirigentes, duvida que a Coreia do Norte não seja uma democracia?