
Noticia, hoje, o jornal Público, que Barack Obama alertou para o respeito dos direitos humanos na China. Afirmou o nobel da paz que "as liberdades de expressão, de culto e de acesso à informação devem estar acessíveis a todos”. Referiu um tema muito importante, as restrições ao livre acesso à internet, apelando ao fim da férrea censura aplicada pelas autoridades chinesas.
Num contexto em que a China é o principal credor dos EUA, todos estes pedidos me soam a uma enorme encenação montada pela brutal ditadura chinesa. A confirmar a participação de Barack Obama neste novo capítulo de uma bem montada ópera chinesa, fica a ausência de qualquer referência à questão tibetana e muçulmana (Xinjiang), às mortes arbitárias encomendades pelo governo, aos prisioneiros políticos, à falta total de democracia. Enfim, faltou a menção a (quase) todas as questões importantes...
Esperava-se mais de um prémio nobel que aceitar as condições chinesas no tocante ao que poderia ser dito. Mas, também, com a manutenção em funcionamento da prisão de Guantánamo e violações diárias de direitos humanos no Iraque e Afeganistão, como ter a estrutura política e moral para o fazer?




