
O Papa Bento XVI chegou, hoje de manhã, ao nosso país. (Parece que a nuvem de cinzas afecta somente o comum dos mortais, aquele que fica, também, inexplicavelmente tocado pela ocorrência de abusos sexuais de infantes). O começou da visita começou já com uma demonstração extremamente hipócrita por parte do chefe máximo da Igreja Católica, na medida em que ousou referir-se ao centenário da República Portuguesa de forma elogiosa, quando sabemos, perfeitamente, a acção extremamente empenhada da Igreja no colapso da I República e na manutenção e sustento da ditadura salazarista.
Cavaco Silva, por seu lado, no seu discruso de boas-vindas, agradeceu a "mensagem de esperança" que certamente o Sumo Pontífice preparou para os portugueses "nestes tempos de incerteza". A mensagem nada tem de subtil, afinal o seu autor também não foi propriamente agraciado com tal característica. O PR não esconde a alegria que sente ao receber o Papa e pretende, certamente, que a visita do Santo Padre possa reconstituir as hostes católicas em torno do seu entendimento reaccionário da mudança social.
O Papa aparece descrito como um mensageiro da paz, paladino da esperança e, até, da liberdade e diversidade. Como é possível este entendimento de uma figura que escondeu abusos sexuais sobre menores, condena o uso do preservativo, contribuindo largamente para a propagação do HIV em África, designadamente, exclui das esferas católicas os teólogos mais brilhantes, fomenta o ódio ao amor entre duas pessoas do mesmo sexo e ataca violentamente o acto mais natural da espécie humana: o sexo.
E é isto crsitão? Foi esta a mensagem que Cristo pediu a Pedro e aos apóstolos para divulgar? Eu sou cristão, e é como cristão que me encontro extremamente desiludido com aquilo que se passa nas mais altas esferas da Igreja. Os sinos das igrejas lisboetas fizeram-se ouvir para receber o Santo Padre, o principal veiculador das mensagens de amor e paz da Igreja. Aquilo que eu escutei, todavia, foi o clamor do ódio a chegar, devagar, mas seguro e a preparar-se, nestes três ou quatro dias (de feriado!?) para se instalar no nosso pequeno território. Deus queria que o sentimento não permaneça.
"Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".
Cavaco Silva, por seu lado, no seu discruso de boas-vindas, agradeceu a "mensagem de esperança" que certamente o Sumo Pontífice preparou para os portugueses "nestes tempos de incerteza". A mensagem nada tem de subtil, afinal o seu autor também não foi propriamente agraciado com tal característica. O PR não esconde a alegria que sente ao receber o Papa e pretende, certamente, que a visita do Santo Padre possa reconstituir as hostes católicas em torno do seu entendimento reaccionário da mudança social.
O Papa aparece descrito como um mensageiro da paz, paladino da esperança e, até, da liberdade e diversidade. Como é possível este entendimento de uma figura que escondeu abusos sexuais sobre menores, condena o uso do preservativo, contribuindo largamente para a propagação do HIV em África, designadamente, exclui das esferas católicas os teólogos mais brilhantes, fomenta o ódio ao amor entre duas pessoas do mesmo sexo e ataca violentamente o acto mais natural da espécie humana: o sexo.
E é isto crsitão? Foi esta a mensagem que Cristo pediu a Pedro e aos apóstolos para divulgar? Eu sou cristão, e é como cristão que me encontro extremamente desiludido com aquilo que se passa nas mais altas esferas da Igreja. Os sinos das igrejas lisboetas fizeram-se ouvir para receber o Santo Padre, o principal veiculador das mensagens de amor e paz da Igreja. Aquilo que eu escutei, todavia, foi o clamor do ódio a chegar, devagar, mas seguro e a preparar-se, nestes três ou quatro dias (de feriado!?) para se instalar no nosso pequeno território. Deus queria que o sentimento não permaneça.
"Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".

















