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terça-feira, 11 de maio de 2010

"Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".




O Papa Bento XVI chegou, hoje de manhã, ao nosso país. (Parece que a nuvem de cinzas afecta somente o comum dos mortais, aquele que fica, também, inexplicavelmente tocado pela ocorrência de abusos sexuais de infantes). O começou da visita começou já com uma demonstração extremamente hipócrita por parte do chefe máximo da Igreja Católica, na medida em que ousou referir-se ao centenário da República Portuguesa de forma elogiosa, quando sabemos, perfeitamente, a acção extremamente empenhada da Igreja no colapso da I República e na manutenção e sustento da ditadura salazarista.

Cavaco Silva, por seu lado, no seu discruso de boas-vindas, agradeceu a "mensagem de esperança" que certamente o Sumo Pontífice preparou para os portugueses "nestes tempos de incerteza". A mensagem nada tem de subtil, afinal o seu autor também não foi propriamente agraciado com tal característica. O PR não esconde a alegria que sente ao receber o Papa e pretende, certamente, que a visita do Santo Padre possa reconstituir as hostes católicas em torno do seu entendimento reaccionário da mudança social.

O Papa aparece descrito como um mensageiro da paz, paladino da esperança e, até, da liberdade e diversidade. Como é possível este entendimento de uma figura que escondeu abusos sexuais sobre menores, condena o uso do preservativo, contribuindo largamente para a propagação do HIV em África, designadamente, exclui das esferas católicas os teólogos mais brilhantes, fomenta o ódio ao amor entre duas pessoas do mesmo sexo e ataca violentamente o acto mais natural da espécie humana: o sexo.

E é isto crsitão? Foi esta a mensagem que Cristo pediu a Pedro e aos apóstolos para divulgar? Eu sou cristão, e é como cristão que me encontro extremamente desiludido com aquilo que se passa nas mais altas esferas da Igreja. Os sinos das igrejas lisboetas fizeram-se ouvir para receber o Santo Padre, o principal veiculador das mensagens de amor e paz da Igreja. Aquilo que eu escutei, todavia, foi o clamor do ódio a chegar, devagar, mas seguro e a preparar-se, nestes três ou quatro dias (de feriado!?) para se instalar no nosso pequeno território. Deus queria que o sentimento não permaneça.


"Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".

domingo, 2 de maio de 2010

O socialismo e a gaveta.




Foi já assinado o acordo entre o governo grego, a UE e o FMI para "salvar" a Grécia da falência. O maior esforço irá recair, como sempre, sobre a cidadão comum e, sobretudo, sobre aqueles que estão "mais à mão": os funcionários públicos (que perdem os subsídios de Natal e de Férias). Apesar das "garantias" de Durão Barroso, basta ter dois dedos de testa para perceber as similitudes entre as economias grega e portuguesa, a miséria que se vem alargando às classes médias e o estado calamitoso das finanças públicas.

Cavaco Silva, sempre com o mesmo discurso extremamente vago, vem, novamente, alertar para os problemas do desemprego e da queda da economia nacional. Sócrates, que parece ter sido o único que não se apercebeu do estado lastimável do país que governa, ignora olimpicamente os "recados" presidenciais e considera que Portugal tem capacidade de construir um novo aeroporto, auto-estradas e o TGV. E o povo mais simples a ter de arcar com todas as depesas desta megalomania.

A acrescentar a todas estas injustiças, veio a público a notícia de que os Presidentes das empresas do PSI-20 receberam 22,6 milhões de euros em 2009. Umas poucas dezenas recebm anualmente mais de 20 milhões de euros, ignorando o clamor de justiça deste povo acorrentado na pobreza. Perante tamanha injustiça, parece-me que o socialismo está pronto para sair daquela gaveta onde em 76 foi metido. Volta que estás perdoado, pensará, certamente, o povo mais simples. E tremerão os patrões e, na cada vez mais popular expressão marxista, o "grande capital".

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sócrates, Coelho e a depilação.








A ligação que, aparentemente, se pode fazer entre as três notícias é que são, aparentemente, estúpidas em igual proporção. Levantando-se, porém, o véu da aparência, apercebemo-nos de que a o facto de as mulheres quererem deixar de fazer a depilação é perfeitamente compreensível (é doloroso, desconfortável e, no fundo, completamente desnecessário).



Tudo o resto, desde a existência das agências de rating ao facto de Passos Coelho considerar que Sócrates tem alguma capacidade de resolver a crise económica, ou que se deixará influenciar pelo líder do PSD, passando pela resposta que Teixeira dos Santos quer preparar para "mais um ataque" das referidas agências, está sumerso num tão grave e grande grau de idiotice que eu não ficaria mais surpreendido se aparecesse, num qualquer jornal diário de granden tiragem, a seguinte parangona: "Sócrates e Passos Coelho aderiram à depilação definitiva"

segunda-feira, 26 de abril de 2010

"A mim não me papas!"




O Papa Bento XVI considerou, enquanto Cardeal, que a violação sexual de crianças por parte de mebros do clero não era uma coisa assim tão grave e que, portanto, deveriam se escondidos a todo o custo. Já depois de entronizado Papa continuou a sua política de escamoteamento dos crimes cometidos no seio da sua Igreja.

Não deve, agora, encarar com surpresa o desprezo com que é visto por largos sectores mais esclarecidos da sociedade europeia (1/4 dos católicos alemães considera abandonar a religião católica). É, assim, que se torna possível e, até, perfeitamente aceitável que funcionários do MNE britânico se possam andar entretendo, em reuniões oficiais, a propor a criação de uma marca de preservativos por parte do Papa, a sua benção de um casamento homossexual ou a inauguração de uma clínica de abortos.

E se, hoje, ainda teve direito a um pedido oficial de desculpas, no futuro será uma figura tão insignificante (queira Deus!) que não será seque convidado para visitas oficiais.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Viva Abril!




Abril é o mês em que se comemora a liberdade do povo português. Oprimido durante mais de quatro décadas por uma férrea ditadura, foi só a 25 de Abril de 1974 que conheceu, finalmente, a democracia, trazida na ponta de espingardas que nunca dispararam, por capitães e outros oficiais "menores". Uma classe inicialmente despolitizada que apenas desejava um fim para uma hedionda guerra colonial e uma política interna tenebrosa que mantinha a maior parte dos portugueses amordaçados.

O 25 de Abril de 1974 foi no mais importante acontecimento histórico do meu país no século XX e eu sou um Rottweiller na sua defesa.

Neste mês de Abril teremos muito tempo para discutir uma enorme panóplia de questões que dizem respeito a este marco importantíssimo na história nacional, na medida em que este modesto blogue (até ao final do presente mês) se tornará temático, subordinando-se aos assuntos que de alguma forma estejam relacionados com a Revolução Portuguesa. Espero que para aqueles que, como eu, se interessam por estas questões, este blogue se possa tornar um espaço de troca de ideias e pensamentos.

Agora percebo...

Encontro-me, absolutamente, arrepiado ao ler esta notícia. Algo que tenho tentado não encarar, mas que é, de há muito, uma preocupação presente nos meus pensamentos. Interrogo-me como pode Portugal construir uma democracia, estabelecer as condições para uma cidadania plena, para a defesa das liberdades se os seus jovens não conseguem perceber aquilo que se passa à sua volta?


É com frequência que encontro jovens licenciados na área das ciências sociais que afirmam não ter o hábito de ler...ou de pensar...


Muitas vezes me perguntei como poderia uma grande parte dos mais novos deste país apoiar José Sócrates. Agora compreendo que o que acontece é que não têm, sequer, a capacidade de entender aquilo que verdadeiramente se passa.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Spínola: Os equívocos de uma figura pretensamente controversa.



Saiu, recentemente, uma biografia de António de Spínola, da autoria do historiador Luís Nuno Rodrigues. Aponta este escrito, como quase todos aqueles que se debruçam sobre esta figura da história recente portuguesa, para o facto de Spínola ter sido uma figura "extremamente controversa". No semestre passado, num Seminário do Mestrado em História Contemporânea, tive a oportunidade de me debruçar sobre a actuação do General no período em que assumiu a Presidência da República Portuguesa (15 de Maio de 1974 - 30 de Setembro de 1974). Nunca encontrei, sinceramente, grandes motivos para controvérsia.

Penso que a controvérsia advém de se tomar por certo um equívoco fundamental: o de que Spínola seria um homem anti-regime (Estado Novo), um apoiante da descolonização, enfim, um homem que tinha compreendido que depois do 25 de Abril o regime anterior e tudo o que ele mantinha (principiando pelas colónias) havia conhecido um fim sem retorno. Ora, Spínola nunca foi, nem nunca acreditou em nada disto. Era um homem formado no Estado Novo, um dos mais notáveis militares do regime, um germanófilo, apoiante da ditadura franquista e admirador do regime nazi. Nunca quis a descolonização e, sobretudo, nunca quis a Revolução.

Outro gigantesco equívoco é considerar que a obra de Spínola, lançada escassos dois meses antes da Revolução de 1974, curiosamente intitulada "Portugal e o Futuro", marcou uma posição extremamente avançada e nova na altura em que foi publicada. O enorme impacto de "Portugal e o Futuro" nas estruturas da ditadura portuguesa prendeu-se, somente, com o facto de ser um ataque a uma política colonial extremamente rígida, imposta a Caetano pelos "ultras" do regime, encabeçados por Américo Tomaz. O livro de Spínola não apresentou, assim, nenhum tipo de ideias novas (Caetano já havia avançado a tese federalista em 1962), nem era particularmente avançado numa altura em que já todos os restante países africanos conheciam uma década e meia de independência. Como disse Agostinho Neto logo a 25 de Abril de 1974, “O general Spínola é um fascista, autor dum livro chamado Portugal e o Futuro, divulgador das ideias de Marcelo Caetano de há dez anos atrás”.

Um terceiro equívoco (também de proporções gigantescas) é considerar que Spínola foi uma figura fundamental para a realização do 25 de Abril. Não foi, até porque os militares com quem mantinha relações mais estreitas avançaram, num golpe falhado, a 16 de Março de 1974. A atestar esta realidade está o facto de Spínola (ao contrário de Costa Gomes) só ter conhecido o Programa do MFA na noite de 25 para 26 de Abril. O crescendo de poder (que o levou a assumir a Presidência em Maio de 1974) começou, simplesmente, porque os militares que cercavam o quartel do Carmo decidiram que era melhor deixar Marcelo Caetano entregar o poder a Spínola do que rebentarem simplesmente com o último refúgio do Presidente do Conselho.

Assim, o esclarecimento destes factos, que alguma, embora minoritária, historiografia moderna tem levado a cabo, contribuirá para que se vejam esclarecidas as alegadas controvérsias em que se vê envolvida a figura de António de Spínola, possibilitando que o "General do monóculo" seja retratado de forma mais real: como um homem que, à data do 25 de Abril, o tempo havia largamente ultrapassado.

domingo, 11 de abril de 2010

O "bom" e o "mau".



Como sempre quando uma pessoa, sobretudo quando o facto se dá de forma algo trágica, toda a gente tem tendência para se centrar naquilo de "bom" que a pessoa terá posto em prática durante a sua vida, escamoteando o "mau" e o controverso.

Tem sido este processo aquele que está sendo posto em prática depois da morte trágica de Lech Kaczynski, Presidente da Polónia. Milhares de pessoas se têm manifestado nas ruas, celebrado missas, chorado a partida do seu Presidente.

Kaczynski tem sido lembrado como uma figura importantíssima na implantação da democracia na Polónia e na luta pela liberdade. Certamente que foi um grande lutador contra a ditadura comunista polaca. Não creio, todavia, que tenha sido um grande defensor das liberdades na Polónia actual, e vários factos servem para o atestar: um catolicismo feroz que roçava, muitas vezes, a intolerância religiosa, a defesa da pena de morte e a proibição de manifestações de cunho LGBT.

Esquecer factos "menos bons" acerca de uma pessoa cujo falecimento aconteceu em tempo recente não é fazer jus à personalidade e contributos da mesma. Desumanizar uma pessoa, recordando, apenas, aquilo de benéfico que terá feito é, sempre, um insulto à memória de quem partiu, até porque implica uma decisão sobre aquilo que é "mau" e "bom" que é sempre variável, sempre subjectiva.

terça-feira, 6 de abril de 2010

O pretenso recrudescimento do Islão na Turquia.




Muitas vezes temos ouvido, muitas vezes até de analistas relativamente bem informados, falar do crescimento da influência do Islão na sociedade turca. Este tipo de afirmações transmite, desde logo, a ideia de que é errado e prejudicial que uma sociedade se torne mais religiosa. Contudo, pelo que o fundamentalismo religioso tem provocado às mulheres, minorias religiosas, étnicas e sexuais, é perfeitamente compreensível que exista uma certa aversão ao aumento da influências das igrejas.

Não obstante, a afirmação supra referida padece de outra falha que revela um certo desconhecimento da realidade turca. Pelo que pude observar de muito perto (e eu estive numa das mais tradicionais e religiosas cidades da Turquia, Konya), não me pareceu que a Turquia fosse um país muito fiel ao Islão.

Vários factos o atestam: a maior parte dos turcos bebe, abundantemente, uma bebida extremamente alcoólica (o raki). Ignoravam, talvez com excepção do dia santo de sexta-feira, os chamamentos dos muezins para a oração. Às horas da oração a maior parte das mesquitas encontrava-se exactamente como as "nossas" igrejas católicas: quase vazias e povoadas por um punhado de elementos extremamente idosos.

O comportamento dos imigrantes turcos na Alemanha não pode servir para parametrizar o da população turca que se mantém na Anatólia e o facto de, provavelmente, a existir um referendo sobre a entrada na "Europa", a maioria dos turcos pronunciar negativamente não tem nada que ver com o desejo de um Islão mais puro ou o regresso às origens, mas somente o reflexo do descrédito na aceitação plena.

Devido à proximidade com o "Ocidente", a nação turca tem mantido, desde 1923, péssimas relações com os restantes países árabes. Hostilizá-la, acreditando que se encontra "perdida" para o Islão (mais conservador) é um passo que uma União Europeia que lida com uma população muçulmana cada vez mais numerosa não pode tomar. Temos de nos lembrar que nem o cristianismo é a religião da Europa, nem o islamismo a religião oficial turca.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Não basta Mandela.




Quando Nelson Mandela conquistou a presidência sul-africana em 1994, o mundo (pelo menos a parte deste que defende a igualdade e ajustiça social) rejubilou. O regime racista havia sido vencido, nascia a "nação arco-íris" e a reconciliação nacional estava a ser posta em marcha por um Presidente que é, de facto, um ser superior.


Todavia, o racismo não havia terminado e as décadas de repressão e humilhação da população negra não haviam sido esquecidas nem apagadas pela política de aproximação de Mandela. Imediatamente, estalou a violência entre as comunidades branca (africânder) que continuava amplamente privilegiada e negra (que se mantinha, em grande parte, miserável) e as grandes cidades sul-africanas passaram a ser as zonas mais perigosas para se viver (tirando as áreas em guerra).


O recente assassinato do líder do movimento africânder de extrema-direita vem-nos relembrar esta situação e que não basta um líder quase sobre-humano para manter a unidade num país. Infelizmente, Mandela (tal como Gandhi na Índia/Paquistão), não pode, sozinho, promover e fazer cumprir o plano de reconciliação nacional. A comunidade negra sul-africana pode ter fingido apagar da memória o apartheid, mas não esqueceu, nem perdoou.

domingo, 28 de março de 2010

Turquia - primeiras impressões.

Encontro-me, de momento, na Turquia, mais precisamente na região da Capadócıa, razão pela qual me tem sido extremamente difícil vir, aqui, com regularıdade, actualizar este receptáculo dos meus pensamentos. Encontro-me, por outro lado, a escrever utilizando um teclado turco, o que torna bastante maís difícıl e morosa a publicação de um qualquer texto. Gostava, todavia de deixar, nestes espaço, um pequeno testemunho de algumas primeıras impressões acerca da realidade turca.


Em primeiro lugar, se é certo que apenas 4% do território turco se encontra, geografıcamente, na europa, a verdade é que, por aquilo que tıve a possibılidade de observa (e estive, ontem, em Konya, uma das mais tradicionais cidades turcas), o povo turco é muito mais ocidental e europeu que oriental, asiático ou árabe. Chegou a ser decepcionante as parecenças do modo de vida turco em relação ao portugues (os teclados turcos não tem acento circunflexo). Ğpr exemplo,a esmagadora maioria das mulheres turcas (na zona do medıterraneo, mas mesmo no interior não usam lenço para cobrir a cabeça (embora nas zonas mais tradicionais o uso seja mais comum, não abrangendo, todavia, a população mais jovem).

Revelando uma maior capacidade de aproveitamento do clima do que aquela que exıste no nosso país, todas as casas turcas, por maıs humildesque sejam, possuem painéıs solares que utiilizam para aquecer a água.

Todas as ruas (mesmo!!!) estão guarnecidas de lojas no rés-do-chão, o que revela a apetencia deste povo para o negócio e o tipo de economia exıstente (cujo crescimento está, quase em absoluto, dependente do consumo interno).

O turco não estabelece a diferenciação entre masculino e feminino (as palavras tem todas o mesmo género), razão pela qual o portugues é uma língua extremamente difıcıl para este povo (que não fala uma palavra de ingles).

A regıão da Capadócıa, em termos de belezas naturais, é, francamente, do melhor que já vi.

segunda-feira, 22 de março de 2010

O arrependimento e a motivação do fanatismo.




O arrependimento é talvez o sentimento humano mais poderoso. A sua importância advém do facto de ser, em princípio e na maioria das pessoas, um sentimento permanente e poder ter manifestações de carácter particularmente negativo. A mairia de nós lida com o arrependimento com negação ("não me arrependo de nada!") ou com uma mistura de sentimento de culpa e promessas de mudança.

Há, todavia, aqueles cujo o grau de arrependimento com as más decisões é tão elevado que se sentem na obrigação de modificar não só os próprios comportamentos, como também a vida daqueles que os rodeiam. Tudo sempre com o prezável objectivo de impedir que aconteça a outrem aquilo que lhes perturba, ainda hoje, os dias. Provavelmente sem querer, estas pessoas são muitíssimo perigosas, na medida em que as suas acções tem uma motivação punitiva e expiatória: o auto-castigo (pelas más acções do passado que cumpre expiar) e a luta contra todas "devassidões" da sociedade actual.

Em muitos casos, estas acções são levadas a cabo através da criação ou alistamento em grupos religiosos (na maior parte dos casos) radicais. David Grisham, um habitante de Amarillo, Texas, pertence lidera um desses grupos que se auto-intitula "O Exército de Deus". "Os nossos alvos são todos os lugares associados ao sexo, bruxaria, paganismo, ocultismo e falsas religiões... Tudo o que é imoral e não é cristão", diz Grisham. Assim, bares gays, clubes de swing e de strip-tease, sex-shops, grupos de conservação da natureza, organizações pacifistas, clínicas de planeamento familiar, clubes de astronomia ou gabinetes de astrólogas e cartomantes são regularmente incomodados pelo grupo de Amarillo.

O líder deste conjunto para-religioso, reconhece que no passado foi um "fornicador e adúltero" e que ouvia rock. Sente-se extremamente arrependido dos erros cometidoa até há 8 anos (quando descobriu Cristo) e que o fazim estar submerso numa "existência escatológica". Agora, entretém-se a fazer a vida negra a imigrantes, homossexuais e casais interraciais, tudo em nome daquilo que é cristão e moralmente válido.


Podíamos pensar que Grisham é só completamente doido e isso era mais fácil. Convém, contudo, perceber as razões profundas do fanatismo deste texano, aquilo que lhe dá a força que tem, na medida em que o número de pessoas comprometidas com o movimento é, relativamente, reduzido. David Grisham, tal como todas as pessoas que estão interiormente comprometidas com a mudança dos estilos de vida de outros (de que os marchantes lisboetas contra o casamento gay são um exemplo claro), são perigoso porque a luta que empreendem contra "os outros" é, no fundo, o espelho de uma luta interior que se esforçam todos os dias para não perder.


A insegurança da "queda na tentação" faz com que demonizem outras formas de encarar a existência e que tenham pavor de tudo quanto se aproxime de uma ideia de liberdade. É o médio e não o ódio, a ignorânica, o desconhecimento ou a desconfiança que os movem. São assustadoramente fiéis às suas crenças e porque lutam contra eles próprios, a sua derrota implica a eliminação pessoal.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Deus não pertence à "brigada dos costumes".



O padre espanhol que foi apanhado pelas autoridades policiais na posse de mais de 400 horas de vídeos de pedofilía, afirmou que veio construindo esta colecção porque sofria de "solidão e carências afectivas". Como todos os padres, não é senhor Arregui? Agora, a maioria dos nossos mentores religiosos não se põe a violar menores. Cumpre que se econtre, em terra próxima, uma qualquer senhora respeitável para fazer alguma companhia ao senhor padre. Sr Arrequi leia o "Crime do Padre Amaro"!

Depois, não percebo essa solidão, porque, supostamente, tomar conta do "rebanho" de fiéis devia constituir companhia suficiente para os sacerdotes que, para além disto, têm uma ligação especial com Deus (que estará, com certeza, sempre pronto para os ouvir).

A Igreja portuguesa vai, em Abril, discutir a questão da existência de abusos sexuais a menores no nosso piedoso território. Todavia, a discussão irá centrar-se no utópico e quimérico, na medida em que um representante da Conferência Episcopal Portuguesa já veio garantir que tais coisas não acontecem no nosso país.

Um desabafo sacrílego e blasfemo para finalizar: alguém acredita, verdadeiramente, que Deus se encontra preocupado com o facto de os seus "servidores" estarem na cama com um homem ou mulher adultos? Pois..também me parece que não.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Natalidade. Duas notas.



A pílula dos 5 dias seguintes passa, hoje, a ser vendida em Portugal. Só posso achar positivo, na medida em que, seguramente, se irão evitar inúmeras interrupções voluntárias da gravidez (uma prática extremamente dolorosa, fisica e emocionalmente) em mulheres que não puderam/conseguiram tomar a pílula do dia seguinte.

Como sempre, os arautos da natalidade, na sua campanha patriótica pelo nascimento de mais bebés portugueses (brancos, suponho, porque pretos, "monhés" ou brasileiros já não devem servir). Crêem as criaturas que é pelo lado da proibição que se irá evitar o declínio do crescimento da população europeia branca, esquecendo toda a mudança social, económica e de mentalidades que provocou esssa alteração do comportamento dos brancos europeus.

Existem, ainda, aqueles que consideram que a concepção de uma criança é sempre resultado de um desígnio divino, cuja interrupção consubstancia um atentado à própria existência de Deus. Havia um professor na minha escola que chegava a afirmar que "nas caixas de preservativos devia constar a seguinte frase: Eu não acredito em Deus".

Este tipo de concepção sempre me fez alguma confusão, na medida em que não compreendo como se insere aqui o livre arbítrio. É que quando um homem de 40 anos viola, tortura e mata por estripamento 20 crianças de 2 anos, ninguém tem a coragem de cometer a blasfémia de imputar o acto a Deus. Todavia, o nascimento de um bebé (inerentemente bonito, fofinho, ternurento e etc.) já é o culminar de um processo posto em prática por decisão divina e, aqui, a decisão humana já é residual e carece de importância. Estranho, não é?

Voltando aos paladinos das ideias de promoção da natalidade (quer através da proibição de todos os meios de prevenção e de todas as formas seguras de interrupção da gravidez, como da atribuição de chorudos subsídios às senhoras que tiverem a bondade de contribuir com três pequenas criaturinhas brancas para assegurarem o nosso "modelo social europeu" - como se este, já agora, não tivesse sido, sempre, sustentado pela imigração), cumpre que se lembrem que não estamos aqui a falar, somente, de números.

O nascimento de uma criança não deve, em circunstância alguma, ser pensado em termos do cumprimento de alguma meta de crescimento populacional, mas sempre com a responsabilidade ética e moral que implica o aparecimento de um novo ser humano, tendo em conta todo o sofrimento e toda a felicidade com que pode vir a ser confrontado. Devem ser dadas todas as condições para que uma fmília tenha todos os filhos que deseje, enão mais do que isso.

A "promoção da natalidade" é tão arrepiante hoje, como nos tempos em que fazia parte da propaganda hitleriana para a ascensão da raça ariana ao estatuto de superioridade étnica que o Führer projectava.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Na minha escola: O mundo em que vivi.






Na minha escola o bullying não era apenas uma prática ou forma de sobrevivência, era, verdadeiramente e no sentido sociológico do termo, uma instituição. Ao contrário do que é comum na maioria das escolas, na minha o bullying não se processava somente entre os alunos ou por parte dos alunos dirigido aos professores, acontecia, também, entre os professores e, muitíssimo mais grave, dos docentes em direcção aos estudantes.

A minha escola era um colégio privado, e é comum que as pessoas me digam que eu cresci protegido e afastado do mundo real. Posso afirmar, contudo, que o "universo ideal" onde fui progredindo académica e pessoalmente era muitíssimo mais brutal e difícil do que qualquer dessas vivências reais que me possam apresentar. (Porque eu já fui monitor numa colónia que recebe as crianças mais problemáticas e violentas da área de Lisboa, e os alunos na minha escola eram muitíssimo piores uns para os outros). Na minha escola ser diferente não era só difícil, era um atentado aos próprios valores que submergiam pessoal docente, não-docente e estudantes.

Ser gay, preto, chinês, ter um cabelo diferente, ser muito alto ou muito baixo, muito magro ou muito gordo, usar óculos, ser deficiente, feio, tímido, feminino (se rapaz) ou masculina (se rapariga) não eram só motivos de gozo, mas de humilhação e degradação humana. E nem sequer era necessário ter estas características, bastando ser irmão ou amigo de alguém que as tivesse para que o processo de ostracização fosse posto em marcha. Os níveis de violência psicológica não diferiam muito daqueles praticados num qualquer campo de concentração nazi ou soviético.

A certa altura, houve um estudante que se suicidou. Deu um tiro na boca na casa-de-banho de casa. Rezámos missas e clamamos pelo perdão divino do acto, sem perceber por que razão teria aquilo acontecido. "Ele parecia feliz", disse-se na época. Hoje não me é muito difícil compreender as razões daquele rapaz. Seguir a norma e uma espécie de correcto (completamente disfuncional) era o lema na minha escola, e por vezes era difícil cumprir com os parâmetros.

Na minha escola os próprios professores faziam parte deste mecanismo de esmagamento da individualidade, da indiferença. Não era incomum ver docentes reunidos com alunos a espalhar boatos e falsidades sobre outros alunos, ou professores a enxovalhar outros perante os alunos. Havia até uma espécie de professora de Sociologia que se divertia a causar as maiores dificuldades a uma aluna, apenas porque esta demonstrou ter muitíssimo mais conhecimento na matéria do que a docente (e na minha escola a incompetência docente era, e é, também um valor assente e que convinha não contestar).

A direcção na minha escola era um entidade inexistente e quem comandava era mesmo uma corporação pouco clara que juntava alguns docentes. Daí que queixas de maus-tratos a alunos por outros estudantes ou docentes caíssem, sempre, em saco roto. Na minha escola, o Colégio Marista de Carcavelos, aprendi que o cristianismo também era a religião do horror e que aqueles que deviam ser os guias, os modelos a seguir: os professores, eram os promotores da injustiça, da mesquinhez, da brutalidade psicológica.

No dia 9 de Fevereiro, Luís, um professor da Escola Básica 2+3 de Fitares (Sintra) atirou-se ao Tejo. Apareceu logo a justificação de que tinham sido as pressões e mau comportamento dos alunos de uma das suas turmas que levaram ao sofrimento atroz deste ser humano. Creio ser este entendimento extremamente redutor. Turmas complicadas e pessoas supostamente frágeis existem em todas as escolas.

Acontece que, nalgumas instituições, a comunidade educativa funciona, e os professores encontram na direcção das escolas e nos outros professores pontos de apoio. Nesta escola de Sintra, tal como na minha escola, os outros docentes e a direcção observaram, de longe, impávidos, enquanto um professor era brutalizado pelos estudantes (quem sabe se, até, não terão contribuído para isso). Assim, somos, todos os que lidámos com Luís ou com pessoas na mesma condição, culpados pela forma como permitimos que o prazer de humilhar os outros, a humilhação de outro ser humano, o esmagamento da diferença marquem o dia-a-dia nalgumas das nossas escolas. E não é, com certeza, apenas, com "serenidade e equilíbrio", que vamos resolver estes problemas gravíssimos.

terça-feira, 9 de março de 2010

Raça, etnia, cultura, identidade nacional e Estado-nação.



Na altura do colonialismo, quando os europeus foram confrontados com as diferenças físicas e culturais dos povos de outras partes do mundo, teve-se a necessidade de criar o conceito de raça. O ser humano "tem necessidade de categorizar" e, assim, para evitar maiores esforços de racionalização e para conseguir administrar territórios ultramarinos com poucos recursos humanos, criaram-se as classificações baseadas na raça.

De forma mais acentuada a partir da segunda metade do século XX, e sobretudo por causa das independências africanas e do afastamento das crenças de inferioridade da negritude, o termo raça passou a ser considerado ofensivo e foi sendo abandonado pela comunidade científica. Cunhou-se, então, no seio da Antropologia, o conceito de etnia (ainda hoje relativamente valorizado), como se este fosse, de alguma forma, diferente da ideia de raça e não criasse racismo e discriminação.

Etnia não se afastou das características físicas para suportar a classificação, apenas introduzindo certas "orientações culturais" que ajudariam a suportar ma diferenciação entre os diversos grupos étnicos. Através da constatação de que esta terminologia era, no fundo, igualmente preconceituosa, avançaram-se novos conceitos que se moviam em volta do termo cultura. Multiculturalidade e interculturalidade passaram a ser a palavras que marcariam o discurso de qualquer ministro da Igualdade Social ou voluntário na área da diversidade. Novamente, olvidando-se que também a cultura, enquanto característica diferenciadora, serve de base à xenofobia e racismo.

A par disto, o conceito de identidade nacional, foi-se consolidando (ao mesmo tempo que o Estado-nação passava a ser a única forma aceite mundialmente para a organização de povos e territórios), obviamente, tendo na sua estrutura bases culturais e parecenças físicas (por vezes extremamente frágeis). Ontem, num colóquio sobre racismo no ICS, quando questionado sobre se era possível construir uma identidade racional que não fosse racista, o antropólogo Miguel Vale d'Almeida respondeu, simplesmente, que não.

Prometo voltar a este assunto, mas agora que este texto já está a ficar demasiado longo, cumpre terminar com uma pergunta: então, qual é a alternativa? Existem alternativas viáveis de organização política alternativas ao Estado-nação? E se abandonássemos as classificações? Poderia trazer algum efeito pernicioso, quando sabemos que a discriminação está aí, ainda, para durar? Como poderíamos, então, actuar para a sua eliminação, se havíamos abandonado as bases que nos permitem classificar um comportamento como discriminatório?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Afinal, a culpa foi do Leandro.




Como sempre acontece nos casos que envolvem a responsabilidade de muitas pessoas, convém varreira a porcaria toda para debaixo de um qualquer tapete (já levantado dois centímetros em relação ao chão, tal o nível de sujeira cumulada). Assim, opta-se, quase sempre, por denegrir a vítima, porque assim a responsabilidade principal passa a ser desta última e aqueles que tinham a função de a proteger nãon actuaram com o zelo devido, mas também, não fizeram nada de mal, já que a culpa do lesado se sobrepõe.

No caso de Leandro, já vêm as autoridades que investigam o caso dizer que era uma criança "reguila e, por vezes, mal educada para com os professores", que provocava "zaragatas" e que "nas situações de agressões, resistia e não demonstrava medo". Ou seja, Leandro, apesar do sofrimento de que padeceu naquela escola, comportava-se, nom fim de contas, como um jovem absolutamente normal. Se conseguirem encontrar uma criança que nunca tenha entrado numa disputa, sido mal educada para com os professores ou reguila, por vezes, então eu aconselho-vos, sinceramente, a procurarem um internamento psiquiátrico para a mesma, porque os problemas psicológicos devem ser avultadíssimos.

Mas, para escamotear uma realidade ultra-desconfortável para a comunidade educativa e familiar que rodeava Leandro tudo parece valer. Até dizer que porque o jovem tirou as roupas antes de se atirar ao rio, afinal não se tratou de suicídio, mas sim de "acidente". Como se não acontecesse em milhões dde mortes auto-inflingidas por todo o mundo, as pessoas taparem a cama com plásticos, para não a sujarem com o tiro com que pretendem consumar o acto. Mas deve tratar-se, igualmente, de acidentes. A pessoa estaria, certamente, a exprimentar a arma.

Isto que agora vem a público, para tentar, com certeza, atenuar a culpa daqueles que falharam na defesa de Leandro (a começar pelos seus professores) lembra-me aquela célebre sentença portuguesa em que um violador viu a sua pena atenuada porque a rapariga apareceu de mini-saia em plena "coutada do macho latino", provocando os instintos animalescos do mesmo.

Enfim, quando algo incomoda o melhor é esconder. É que não é propriamente muito positivo, nem isento de riscos, começar por aí a diagnosticar incompetências nas famílias, nas escolas e nas autoridades públicas. Enfim, a culpa foi mesmo de Leandro e, então, olhem...arquive-se.

domingo, 7 de março de 2010

Ilê Aiyê (as singularidades da reivindicação negra no Brasil)




Em 1974 foi criado na cidade de S. Salvador da Baía o bloco de Carnaval Ilê Aiyê. O primeiro bloco de orgiem africana nas festividades carnavalescas daquela cidade. Tinha como objectivo primacial a difusão da música e cultura, mas foi, desde o começo, muito mais do que um movimento apenas musical ou cultura. Na sua essência estava a luta social dos negros brasileiros o que é atestado pela letra da primeira música que apresentaram em 1975 no desfile do Entrudo da capital do Estado da Bahia:

"Que Bloco é esse" (bis)
Eu quero saber
É o mundo negro
Que viemos cantar para você
Branco se você soubesse
O valor que o negro tem
Tu tomava banho de piche
Pra ficar negro também
Somos crioulos doidos (refrão)
Somos bem legal
Temos cabelo duro
Somos Black Power"
(excertos)

Este movimento reivindicativo (como a letra da música igualmente reflecte) surge na sequência dos movimentos emancipatórios negros dos Estados Unidos ("Black Power") e de África (as independências das colónias europeias) e durante a repressiva ditadura militar brasileira (que sóviria a terminar em 1984-85). A originalidade do Ilê Aiyê vem do facto de ter começado, e ter sido sempre essa a principal forma de expressar o protesto, como um projecto musical.


A utilização da música para fins políticos tem uma grande tradição em grande parte dos movimentos reivindicativos negros mundias, todavia, nenhum destes movimentos nasceu como um impulso musical. Foi sempre esta a forma brasileira de fintar a repressão política, marcando a singularidade da reinvindicação de direitos dos negros no Brasil.



(Aqui fica a homenagem de Daniela Mercury ao Ilê Aiyê

sábado, 6 de março de 2010

A culpa dos familiares de Leandro.


Esta terça-feira, uma criança de apenas 12 anos suicidou-se por afogamento depois de ter sido, repetidamente, vítima de agressões físicas e psicológicas numa escola de Mirandela. A família de Leandro já veio sacudir a água do capote, dizendo que tinha já avisado várias vezes os órgãos próprios da escola e que estes não haviam actuado da maneira correcta, protegendo o jovem. Para mim, e sendo esta questão importante, obviamente, não retira nenhuma responsabilidade aos familiares de Leandro. São tão culpados pela sua morte como os agressores e seus pais, os professores, todos os funcionários da escola e os órgãos dirigentes.

É uso, em casos deste tipo, e perante a devastação em que se encontra uma família, dizer-se que não há culpas. Todavia, morreu uma pessoa e é absolutamente imperativo que se encontrem responsabilidades. Cumpre que se investiga, de forma próxima, que tratamento e que soluções procuraram os pais de Leandro para a resolução da situação gravíssima em que se encontrava o seu filho.

E os professores? O que andavam a fazer aquelas criaturas? Nunca viram nada? Provavelmente a preocupação com as manifestações e greves escamoteou a dura realidade daquele aluno. E a direcção da escola? Que medidas tomou perante as queixas apresentadas pelos familiares da criança? E os contínuos/auxiliares de acção educativa? Servem para alguma coisa ou o melhor é despedi-los a todos imediatamente? Também nunca viram nada?

Muito dificilmente se conseguirá sentar qualquer uma destas pessoas no banco dos réus sob a acusão de negligência na morte e no sofrimento de Leandro. Não obstante, moralmente, os pais de Leandro, os agressores e seus pais e todos os membros da comunidade educativa são todos igualmente culpados.

v. notícia Público.

Os padres também fazem sexo.




Os rabos-de-palha sexuais da Igreja Católica foram sempre gigantescos. Agora, ardeu mais um, homossexual, ainda por cima!

Só uma ideia: se "liberalizassem" o sexo para os "padrecas" já não havia tantos escândalos. É que entre abusos de menores e recurso à prostituição, a Igreja Católica Americana já não é dona de quase nenhuma igreja naquele país.

(A nível de custo-benefício acho que compensava).