quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Uma criança chamada pedro passos coelho.




Sempre que tenho o desprazer de me deparar com uma imagem de pedro passos coelho, o fantoche que dá a cara pela trupe que vem desgovernando portugal desde há mais de um ano, logo me vem à memória uma daquelas crianças apatetadas da minha infância. Das que andavam sempre com um ar satisfeito que iam buscar não sei aonde – já enquanto infante eu encontrava mil e uma razões de desprazer na vida, fosse a estúpida da regra que nos impedia de correr à chuva ou o facto de eu achar que à realidade pertenciam tanto o recreio da escola, como a quinta imaginária com cavalos da minha tia, ideia que os adultos contrariam sempre, até que, dez anos depois, numa cadeira a que chamaram de Filosofia, me tentaram fazer crer no contrário… mas eu já não era a criança que voltei a ser hoje…


Mas falava eu de passos coelho e da sua assustadora semelhança com o menino da lágrima, embora a falta de qualquer tipo de função cognitiva do primeiro o prive do olharzinho triste e o brinde com uma expressão vazia e feliz (pois toda a felicidade é vazio). Sorri a criança porque o nenhures que habita não lhe dá a dimensão da tragédia que se ergue em seu redor. E sorri, mesmo quando a maior das humilhações o atinge. Quando qualquer um de nós procuraria o refúgio mais esconso, a criança ri-se, olha, ligeiramente envergonhada, mas quase orgulhosa da proeza, para o progenitor que lhe devolve o olhar calmo e sereno de “a culpa não é tua”.

A criança foi educada pelos barões (ângelos correias e uma outra série de crápulas que ganharam proeminência, sobretudo, depois da desastrosa gestão de cavaco silva) e viveu sempre numa redoma patética a que se usa chamar psd. Saía para uma qualquer espécie de curso que terminou já com bem mais de 30 anos e para ir “administrar” as empresas dos ângelos. Mas voltava sempre, primeiro para a liderança da “jota”, depois, do partido dos grandes, por fim, do país dos parvos. Não perdeu, nunca, a criança, o ar pueril e nunca ganhou a noção da consequência dos actos, que é o que marca o abandono da infância.

E, assim, quando assevera, com ar sorridente, que a solução para os problemas da população que desgoverna é “emigrar”, fá-lo como a criança que diz que quer almoçar rebuçados para sempre. Quando Maria Teresa Horta, resistente antifa e escritora de renome, afirma recusar-se a receber o prémio das mãos do infante, este não chora, e ignora, porque afinal nem idade tem para ler aquelas coisas. E, finalmente, quando o Presidente da República pede explicaçõezinhas de matemática ao seu ministro das Finanças, na sua cara (porque tem assento no Conselho de Estado), ignorando a posição do primeiro-ministro como interlocutor entre o governo que comanda e o PR, a criança acha normal, porque, afinal, mais não se trata do que do avô que quer ouvir o irmãozinho mais novo e mais esperto. E em vez do homem adulto se demitir ou exigir ao Presidente que fale directamente com ele, a criança trapalhona esboça um sorriso, limpa a boquinha suja de chocolate à pontinha do bibe e segue para Belém pela mão do tio antónio (borges ou outro).


5 comentários:

  1. Meu caro amigo, não consegui perceber se o seu desamor é por Passos Coelho ou pelo Governo de Passos Coelho.
    Como se trata de um sentimento que trás desde a sua infância, penso que será por Passos Coelho.
    Passos Coelho foi assim como que um cometa que surgiu de repente na vida dos Portugueses. Acontece muito com os cometas.
    Mas diga-se de passagem que esse cometa, o nosso Primeiro Ministro, foi votado e saiu vitorioso de uma pugna eleitoral. Talvez o meu amigo também tenha votado nele.
    Mas porque será que os democratas passam a vida a deitar abaixo aqueles que elegem?
    Portugal chegou às mãos de Passos Coelho em transe de bancarrota, mercê do desgoverno a que há trinta e oito anos a esquerda o submeteu. E a culpa é de Passos Coelho, o único Primeiro Ministro que desde o malogrado 25 de Abril se tem preocupado com Portugal?
    Não penso assim.
    Não sou democrata, porque detesto ver a guerra civil instalada entre os Portugueses, mas que Passos Coelho foi o primeiro grande Primeiro Ministro depois da abrilada, lá isso foi.
    Já agora. também desejo que o capitalismo selvagem não passe, nem qualquer outra forma de capitalismo.
    Ao dispor.


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  2. Cara Augusto Canedo,

    Obriga-me, o seu discurso, a que comece por lhe fazer uma correcção: "traz" e não "trás". Para um patriota, como o Augusto se afirma, já começamos mal, na medida em que dá calinada da grossa na própria língua materna.

    Depois, é monárquico (absolutista, presumo), fascista (presumo, também, baseado nos dislates que avança sobre o 25 de Abril e a suposta governação de "esquerda" que se seguiu) e adepto do Futebol Clube do Porto. Afirma-se, com toda a modéstia, "filósofo, escritor, professor, jurista, ensaista de Ciência Política e Direito Constitucinal (sic), conservador e monárquico tradicionalista" e anti-capitalista.

    Perante tal agregado de características, não sei como comentar aquilo que me disse. Tentarei.

    Acerca do cometa - era bom que assim fosse, na medida em que esses corpos celestes vêm, mas vão, também, muito rapidamente. Infelizmente, passos coelho ja se percebeu que veio para ficar. Ninguém quer, muito menos seguro, o poleiro do poder neste momento.

    Obviamente que não votei na criatura, nem no seu agrupamento subsidiário (PS). E aceito o jogo democrático, não posso é aquiescer em relação ao seu vício - candidatar-se com um programa que imediatamente se rasga e incumpre.

    Quanto à democracia ser a causa de guerras civis, bem, peço-lhe que me dê um exemplo histórico de um regime democrático liberal moderno que tenha sido a causa de uma guerra civil. Quando encontrar, no meio dos seus ensaios, comunique. ;)

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  3. UM DIA AINDA VAMOS JULGAR ESSE homem QUE NOS ROUBA A TODOS OS PORTUGUESES

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  4. Não é um comentário...é antes uma pergunta.
    Porque estamos condenados a ser desgovernados por miudos das jotas e não por homens com experiência adquirida no trabalho e na vida?
    ZACARIAS

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  5. Sou anti comunista e anti capitalista.Muitos dirão...É Fascista!
    Uma vez que aceito o jogo democrático serei um democrata fascista?
    Alguem me esclareça.
    ZACARIAS

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