sexta-feira, 23 de setembro de 2011

E se os ensinassem a pensar?












Ao que parece, terá entrado no curso de Medicina um número ainda não apurado de alunos que terão completado o ensino recorrente com médias elevadíssimas, que, em muitos casos, chegavam mesmo ao redondo 20. Não foi em gigante estado de surpresa que tomei conhecimento deste facto, na medida em que anda por aí muito aluno de medicina que me parece, efectivamente, advindo do mais refundido dos ensinos recorrentes.





Agora procurando falar de forma mais séria (mas se calhar não mais verdadeira), a facilidade do ensino secundário (geral ou lá como lhe chamam) coaduna-se, perfeitamente, com a sua realização num único ano lectivo. E aqui não vejo problema nenhum, que o ensino secundário até poderia ser reduzido a um mês de estudos, desde que nesse tempo se conseguisse que os alunos aprendessem a pensar. A pensar, simplesmente, pela própria cabeça, a procurar informação, a desenvolver capacidade crítica. Mas isso não interessa a ninguém, pais, professores e políticos incluídos.




PS: a verdade é que se a situação não estivesse a ser aproveitada para o acesso ao sacrossanto curso de medicina ninguém tinha dado por ela. E eu bem percebo. É que é como se diz...depois de entrar em medicina...

Sem comentários:

Enviar um comentário