terça-feira, 5 de julho de 2011

Uma vida de acção humanitária a favor de si próprio.



Fernando Nobre renunciou ao mandato de deputado por se sentir mais útil na acção cívica e humanitária. Ainda não tinha escrito sobre a "situação Fernando", mas, agora, merece-me dois pequenos apontamentos.


Em primeiro lugar, o mais assustador neste imbróglio é a falta de inteligência (para não dizer pior) do actual primeiro-ministro. Mas quem é que se lembra de convidar o candidato presidencial da família Soares para deputado e candidato a Presidente da AR? Assusta-me que tenha sido a uma pessoa tão desprovida de uma noção mínima da realidade que entregámos o governo deste país. Mas, enfim, o FMI e, no restante, o Paulo Portas tratarão da "governação real" e, portanto, Passos Coelho terá, graça a Deus, uma margem de manobra muito reduzida para a realização de mais disparates. (Atenção, contudo, que não me descansa mais, muito pelo contrário, os destinos do país ficarem nas mãos daquela organização proto-fascista ou do outro, o mestre do embuste - na vida pessoal e política, e sabemos bem do que falo nos dois campos).

Quanto a Fernando Nobre, espero que os quase 600.000 tontos que votaram na criatura nas presidenciais deste ano e todos aqueles que ainda tinham alguma esperança na sua acção social e humanitária se apercebam que o senhor nunca vivei PARA, mas sempre DA AMI, tal como, agora, passaria a viver DAS e não PARA as pessoas, através de um qualquer cargo político que assumisse. Enfim, restar-lhe-á, sempre, certamente, um convitezito de um lado qualquer para ser Conselheiro de Estado. Deus nos ajude!





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