quarta-feira, 27 de julho de 2011

Relação de verdades, verdades em relação ou sobre relações.




A verdade do movimento e do activismo LGBT, que convém passar para a televisão, em que já só os néscios acreditam (ou aqueles com agendas - políticas, pessoais, etc. - interesseiras):


1 - As relações homossexuais têm (falo deste momento, não do futuro ou do que deveria ser ou seria justo que acontecesse) o mesmo valor (importância) social que as congéneres heterossexuais.


2 - Uma relação entre dois homens funciona de uma forma exactamente igual a uma relação entre um homem e uma mulher.


3 - As relações homossexuais têm o mesmo potencial de sucesso que as similares heterossexuais.



A verdade pragmática e sem merdas:


1 - As relações homossexuais são, ainda hoje, altamente desvalorizadas. Esta depreciação social continamina qualquer relacionamento entre dois homens. Nenhum gay pode dizer que o seu namoro ou casamento vale ou importa tanto (social e, no caso do casamento, juridicamente - não entremos nas parvoíces do interior, do amor e outras merdas, porque, feliz ou infelizmente, o estabelecimento de uma relação ultrapassa em muito simples existência destes sentimentos) como os semelhantes heterossexuais.


2 - Uma relação entre dois homens não pode, nunca, funcionar da mesma forma que uma relação entre um homem e uma mulher. Homens e mulheres são diferentes - e podem-me responder com um "todas as pessoas são diferentes" que eu mando-vos para o caralho, porque negar os constrangimentos sociais e biológicos é estúpido. Na orientação sexual/afectiva homossexual a pessoa e o objecto da sua "afeição" pertencem ao mesmo género. Isto gera, no mínimo, maior confusão.


3 - Por estas razões, neste momento da história deste país, as relações homossexuais têm menos potencial de sucesso que as heterossexuais.



pós-escrito: Esta reflexão minúscula deve ser situada face às condições próprias do nosso país neste momento e refere-se, exclusivamente, ao universo homossexual masculino.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A verdade vos libertará (João 8:32).










Diz o povo que "as verdades são para ser ditas" e que "quem diz a verdade não merece castigo". Destes ditados podem ser retiradas duas ilações. A primeira, e mais evidente, é a de que as verdades devem ser proferidas e que nenhuma consequência negativa deve recair sobre a pessoa que as profere. A segunda, derivada desta primeira, diz-nos que o simples facto de uma afirmação ser verdadeira limpa os resultados desastrosos que a sua divulgação possa provocar. De uma forma um pouco mais longínqua, o que, no fundo, estes ditados populares nos estão a dizer é que a verdade iliba o comportamento negativo que se confessa. E é isto que, de facto, dizemos às nossas crianças. Dizer a verdade acerca do cometimento de uma qualquer asneira é o primeiro passo, e o mais importante, para a obtenção do perdão.

Nas religiões e culturas judaico-greco-cristãs a verdade é uma virtude de importância primacial. O Evangelho é A Verdade, Cristo veio transmitir a verdade, o oitavo mandamento contém a proibição do levantamento de falso testemunho, o perdão de Deus assenta na confissão da verdade. Deus limpa tudo, desculpa tudo, desde que o ser humano admita o erro, lhe confesse a falta. O ser humano passa a agir de uma forma similar em relação ao seu semelhante. A verdade é curativa. A sinceridade é a qualidade que qualquer pessoa, por mais incapacidades congitivas que possua, procura na relação com o outro. Nestes (I, II e III) inquéritos muto básicos do yahoo, veja-se a quantidade de vezes que aparecem a sinceridade e a honestidade, preterindo a inteligência, a rectidão de carácter, a gentileza, a bondade, a lealdade, o bom humor e, mesmo, a beleza física. Parece, assim, que tudo é aceite, desde que, depois ou antes?, se diga a verdade. Dá-se a entender, até, que a sinceridade e a honestidade ilibam um péssimo carácter.

E faz isto algum sentido? A mim parece-me, sinceramente (e lá estou eu a cair na puta da minha cultura), que não. Em primeiro lugar, cumpre perguntar o que é a verdade. E isso levava-nos para uma merda de uma discussão sem fim, mas o que interessa reter é que a verdade é (mesmo nas ciências ditas exactas, por que mesmo nessas estamos a ver as coisas de uma determinada perspectiva e limitados pela nossa (in)capacidade) subjectiva. A verdade é, no fundo, aquilo em que uma pessoa acredita. Depois, baseado nesta primeira conclusão, quando se diz que se quer que uma qualquer pessoa seja sincera, do que estamos à procura não é da verdade, mas daquilo que a pessoa pensa. Por fim, e mesmo aceitando que tudo o que se disse não desvaloriza a verdade, será que faz, efectivamente, sentido pensar num efeito curativo, ilibatório da assunção de uma falta ou erro em relação ao outro.

Só posso considerar que não. Não à partida. Poderá haver, eventualmente, situações em que se justifique a admissão do cometimento de uma acção menos correcta e isso possa ter um efeito positivo na pessoa que a sofreu. Não, todavia, na maior parte dos casos, nos quais o culpado procura, somente, espalhar o veneno da (sua) verdade, por forma a evitar a corrosão interior que o mesmo lhe provocaria. Normalmente, assim, contar a verdade não é mais do que uma atitude egocentrada (e reveladora de baixo auto-conceito e, até, de alguma falta de carácter) de procura de um certo tipo de conforto, de propagação do sentimento negativo, de atenuação pela contaminação da vítima do fracasso do erro. Desacompanhada de atitudes destinadas ao atenuamento do malefício provocado, a sinceridade, a honestidade, a verdade na admissão da incorrecção não têm mais efeitos que a inoculação solitária de uma vacina que necessita de mais dez para fazer efeito.

Assim vos digo, caríssim@s (assim, com @ que é para @s gaj@s não ficarem fodid@s), deixem de se preocupar com a puta da verdade e passem é a agir da forma mais correcta que a merda do vosso carácter permitir. E quando não vos for possível serem melhores pessoas, tenham, pelo menos, a dignidade de não pretender limpar a foda que arranjaram com as honestidades e sinceridades. É que só fica tudo tão sujo como quando um qualquer empregado de café passa um daqueles panos ultra-nojentos na nossa mesa para "limpar as migalhas".

PS: não se trata esta reflexão de uma invectiva ou recado para ninguém em particular - não nos alcandoremos em importâncias que não temos -, mas da fixação em pedra de um alerta, essencialmente, destinado ao autor da gravação. Contudo, a minha cabeça é grandita e, assim, acredito que a carapuça sirva a muit@ outr@s (outra vez as @ que há-de haver feministas - aka lésbicas - a ler isto).

PPS: Sim, nos últimos posts tenho usado expressões próprias de um linguajar mais rude. Essencialmente, porque tenho escrito estas merdas como se estivesse a falar. E se o António Lobo Antunes pode, então eu também posso.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Uma vida de acção humanitária a favor de si próprio.



Fernando Nobre renunciou ao mandato de deputado por se sentir mais útil na acção cívica e humanitária. Ainda não tinha escrito sobre a "situação Fernando", mas, agora, merece-me dois pequenos apontamentos.


Em primeiro lugar, o mais assustador neste imbróglio é a falta de inteligência (para não dizer pior) do actual primeiro-ministro. Mas quem é que se lembra de convidar o candidato presidencial da família Soares para deputado e candidato a Presidente da AR? Assusta-me que tenha sido a uma pessoa tão desprovida de uma noção mínima da realidade que entregámos o governo deste país. Mas, enfim, o FMI e, no restante, o Paulo Portas tratarão da "governação real" e, portanto, Passos Coelho terá, graça a Deus, uma margem de manobra muito reduzida para a realização de mais disparates. (Atenção, contudo, que não me descansa mais, muito pelo contrário, os destinos do país ficarem nas mãos daquela organização proto-fascista ou do outro, o mestre do embuste - na vida pessoal e política, e sabemos bem do que falo nos dois campos).

Quanto a Fernando Nobre, espero que os quase 600.000 tontos que votaram na criatura nas presidenciais deste ano e todos aqueles que ainda tinham alguma esperança na sua acção social e humanitária se apercebam que o senhor nunca vivei PARA, mas sempre DA AMI, tal como, agora, passaria a viver DAS e não PARA as pessoas, através de um qualquer cargo político que assumisse. Enfim, restar-lhe-á, sempre, certamente, um convitezito de um lado qualquer para ser Conselheiro de Estado. Deus nos ajude!