domingo, 17 de abril de 2011

Que se foda o FMI.



Eu também quero que se foda o FMI. Mas, neste momento, o que mais me fode é que eu prefiro ver o meu povo a ser colonizado por uma instituição que defende o capitalismo mais selvagem e mais penalizador daqueles que menos têm do que continuar a ser governado pelo actual primeiro-ministro. Pelo actual primeiro-ministro ou por qualquer outro representante desta grande coligação PS-PSD (muitas vezes coadjuvados pelos ultra-demagogos do CDS-PP) que vem governando o nosso país desde 1976.


E o que mais me fode, ainda, é este povo que permite e compactua com esta situação, que papagueia acefalamente que a esquerda "não está preparada para governar" ou que "é preciso que os partidos todos se unam". O que é preciso é agitar as massas amorfas, é obrigar o povo a assumir a condução do país, é responsabilizar os verdadeiros culpados pela crise: os grandes banqueiros, as grandes empresas e capitais e a promiscuidade em que vivem com o actual poder político.


E será que ninguém acha estranho que ande tudo a ouvir Zeca Afonso ou José Mário Branco ou a recolocar as opiniões de Otelo Saraiva de Carvalho na cena política?


4 comentários:

  1. Camarada, pá,
    Não partilho de nenhuma ideologia política esquerda/direita (sou bidextra), mas partilho desta mesma indignação relativamente a este (s) governo (s). A minha guerra é por um governo de pessoas inteligentes, criativas, sensatas, sérias e competentes. Se a diversidade ideológica for possível, tanto melhor, (sou uma fervorosa adepta da biodiversidade). Julgo que o melhor caminho a percorrer começará pela reposição e renovação da democracia e, para tal, com um veto ao tal "arco do poder". Folgo em encontrar jovens como tu que pensam pela sua própria cabeça. Se passares pelo meu "assentamento virtual", o departamento político, recentemente criado, fica na porta ao lado. ;)

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  2. Não tens ideologia, mas devias: esquerda!= ) Também já dei umas voltinhas pelos teus blogues. ; )

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  3. Caro camarada Manel
    Não me parece que o problema essencial esteja nos modelos, mas na forma como são postos em prática.
    Nalguns aspectos sou mais "esquerdista", parece-me favorável que alguns sectores essenciais estejam a cargo do estado: educação, saúde, justiça, defesa, bens essenciais como esgotos, água canalizada... enfim... Mas também valorizo muito a iniciativa privada, a autodeterminação, e a competição saudável. Pudesse eu determinar a natureza dos homens e então todos seriam dotados de um profundo sentido estético e ético, e já nenhum destes problemas faria sentido pois qualquer que fosse o modelo o mundo seria um paraíso.
    Quanto aos meus blogues, há muitas formas de lutar pela liberdade e pela paz... ;)

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  4. Nesse último ponto concordamos. Quem me dera que as pessoas fossem suficiente boas e humanas para podermos viver num sistema verdadeiramente livre, anárquico. = )

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