sexta-feira, 14 de maio de 2010

Uma ou duas "dicas" "p'rós" "católicos".




Hoje, em Fátima, o Papa denfendeu "o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher" e condenou o casamento (civil) homossexual como sendo um "dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum".

Claro que a santa criatura já tem uma certa idade (83, creio eu). Ainda assim, há certas coisas que esperava que já tivesse compreendido. Afinal, é um "intelectual" (segundo se diz...).

Em primeiro lugar, o casamento civil homossexual não prejudica a indissolubilidade do matrimónio (que é, e continuará a ser um sacramento puramente religioso). O casamento católico poderá, desta forma, continuar sagrado, tradiciononal, beato e horrendo como até aqui. A igreja poderá continuar, como até aqui, a promover a coerção do prazer sexual e a estimulação da procriação que ninguém mexerá uma palha para a impdedir (os católicos mais fervorosos, perdoem-me lá, mas que se lixem, já que é por vossa vontade que estão "aí" metidos).

Eu, pela parte que me toca, vou continuar a sumergir-me no prazer e luxúria do sexo "não-procriativo" (sempre utilizando o preservativo, já que, ao contrário dos padrecas e das beatas, a mim o HIV preocupa-me), com a certeza de que quando chegar o dia do "juízo final" passarei à frente de muitos daqueles que andaram perdendo a vida em rezas e, de um modo geral, a condenar e a prejudicar a vida alheia.

Depois, e concluindo, um sacramento religioso, num país laico (sim, apesar dos "feriados papais", Portugal é, ainda, um país em que o laicismo é um postulado constitucional) não faz, nunca, parte do "bem comum", mas apenas da fé de alguns.

Uma úlitma mensagem para tosdos os católicos de "trazer-por-casa": e se olhassem para os vossos casamentos tão imaculados e puritanos e deixassem de meter a colherada no facto de eu, se me apetecer, poder vir a querer casar com outro homem? (lagarto, lagarto, lagarto). Pois...agora percebo...se calhar era demasiado assustador.

Frantz Fanon, meditando sobre as independências africanas, aconselhava os recentes movimentos de libertação a iniciarem uma guerra de independência, mesmo que dela não tivessem necessidade para se auto-determinarem, mas somente porque a fragilidade destes colectivos necessitava da criação de um inimigo comum.

Ó "católicos", os vossos casamentos encontram-se, assim, tão na merda que precisam de meter o nariz no meu?



PS: para aqueles poucos que possam ter um remoto interesse naquilo no discurso do Papa: i, Público.

2 comentários:

  1. Esse velho burro e estúpido que se esconda. Fala mas não diz nada.

    ResponderEliminar
  2. O pior é que ele não e minimamente burro nem estúpido...diz as coisas porque nelas acredita, e sabe como desviar as atenções para as manchas eclesiásticas que, agora, cumpre que sejam escondidas...

    ResponderEliminar