sexta-feira, 21 de maio de 2010

O verdadeiro culpado.




O PCP apresentou, hoje, na AR, uma moção de censura ao Governo Sócrates. A direita (PS, PSD, CDS) rejeitou-a, tendo sido, a mesma, suportada somente pelos próprios comunistas, pelo BE e por aquela excrescência comunistas que dá pelo nome de PEV (Partido Escologista "Os Verdes"). Não era preciso ser um analista político de grande gabarito para poder avançar este resultado. A esquerda (BE e PCP) teria, obviamente, de a suportar, sabendo, porém, que nada de bom lhe adviria da (ultra-improvável) passagem da mesma. Têm, todavia, de manter o eleitorado entretido e demonstrar que estão " a fazer alguma coisa".


O PS (curiosamente o mais interessado na queda deste Governo - Sócrates, com a sua hábil técnica de vitimização ainda lhes conseguiria uma segunda maioria absoluta) estava obrigado a votar contra. O PSD não tinha nenhum interesse em votar favoravelmente a medida. O grosso do povo português está longe de ver em Passos Coelho uma alternativa viável a Sócrates e Coelho pretende consolidar-se como "salvador da pátria" antes de avançar sobre o "engenheiro". Para além disso, o líder do PSD, tem a intenção de utilizar a mais que certa retumbante vitória de Cavaco Silva em 2011 para começar a trilhar o caminho que o levará a S. Bento.


O voto do CDS revela, de forma excepcional, a estranha idiossincrasia de um partido que faz da homofobia profissão de fé, tendo, todavia, um homossexual mais do que assumido (branqueamentos dentários, coloração capital, etc!) na liderança. Apesar de não ganharem nada com a abstenção (não estão, nem vão estar, no Governo nesta legislatura, como sempre ambicionou Portas), pretendem aparecer como um partido responsável, preocupado com a resolução da crise.


Afinal de contas, os verdadeiros interessados na queda deste Governo eram, simplesmente, todos os portugueses (ou pelo menos aqueles a quem não calhou o "tachinho" nalguma Direcção-geral ou empresa pública). Sócrates já revelou, penso, ser completamente inapto para gerir uma situação que, afinal, "vem de fora". As fragilidades da economia portuguesa não são, todavia, de proveniência estrangeira e não se resolvem carregando sobre os funcionários públicos e pelo corte nos serviços sociais (afinal, o modo "genial" salazarista de resolver a questão).


No "país real", a miséra espalha-se e o povo empobrece. Todavia, a estratégia montada por Sócrates tem funcionado, e os culpados são a economia mundial, os mercados de capitais e, até, as agências de rating (!!!). E ninguém se apercebe das responsabilidades do Governo, ninguém parece olhar para a Alemanha, Inglaterra ou, mesmo para a França. E enquanto nos atira à cara a poeira dos números do desemprego estrangeiros, o verdadeiro culpado escapa ao olhar embrutecido da população nacional. Até que seja demasiado tarde.


Notícias: Público I e II, i I.




3 comentários:

  1. Eles que não sejam parvos e que não façam cair este governo. Qual é a necessidade de ir gastar mais dinheiro em eleições? -.-

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  2. Hum...não sei..talvez corrermos, de vez, com o "engenheiro". Já me parece uma boa razão. = )

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  3. Ainda não me deram a conhecer melhor solução do que ele.

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