quinta-feira, 15 de abril de 2010

Viva Abril!




Abril é o mês em que se comemora a liberdade do povo português. Oprimido durante mais de quatro décadas por uma férrea ditadura, foi só a 25 de Abril de 1974 que conheceu, finalmente, a democracia, trazida na ponta de espingardas que nunca dispararam, por capitães e outros oficiais "menores". Uma classe inicialmente despolitizada que apenas desejava um fim para uma hedionda guerra colonial e uma política interna tenebrosa que mantinha a maior parte dos portugueses amordaçados.

O 25 de Abril de 1974 foi no mais importante acontecimento histórico do meu país no século XX e eu sou um Rottweiller na sua defesa.

Neste mês de Abril teremos muito tempo para discutir uma enorme panóplia de questões que dizem respeito a este marco importantíssimo na história nacional, na medida em que este modesto blogue (até ao final do presente mês) se tornará temático, subordinando-se aos assuntos que de alguma forma estejam relacionados com a Revolução Portuguesa. Espero que para aqueles que, como eu, se interessam por estas questões, este blogue se possa tornar um espaço de troca de ideias e pensamentos.

4 comentários:

  1. Tem a certeza que nunca dispararam? bem, que visão tão egoísta da coisa- então em áfrica não morreram e ainda morrem inocentes, não foi vertido sangue? Ah,está bem, era e é de cidadãos de segunda...Manel, será que o síndroma do pensamento enviezado que deecta nos outros tb não o está a acometer através dessa pataquada já ridícula de Abril Liberdades Mil dispersas por um Funil (Fuzil)?

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  2. Os capitães de Abril? Durante a Revolução portuguesa? Tenho a certeza que não dispararam. Os únicos tiros, os únicos mortos, da Revolução portuguesa no território metropolitano foram aqueles contra os quais a PIDE/DGS disparou.

    Aqueles que morreram em África, ainda bastantes centenas, infelizmente, faleceram devido à política extremamente abstrusa que o novo PR (António de Spínola) tentou imprimir ao problema colonial.

    No Programa inicial do MFA estava, inequivocamente, garantido o direito das colónias a independência. Se essa afirmação tivesse constado do documento que acabou por ser lido por Spínola aos portugueses, provavelmente os movimentos de libertação teriam aceite o cessar-fogo e não teria existido mais nenhum morto, de nenhum dos lados.

    Está muito na moda o revisionismo histórico, agora, contra factos não há qualquer possibilidade de existirem argumentos. Portugal era uma ditadura brutal e deixou de o ser. Em Portugal milhares de pessoas morreram numa guerra injusta, foram mortas porque ousaram pensar de maneira diferente, porque queriam pão (lembra-se de Catarina Eufémia?). Acha justo? Eu não e o 25 de Abril terminou com esta injustiça.

    Para aqueles que acreditam no fascismo, na exploração do homem pelo homem, na injustiça social, na pobreza e no esmagamento do pensamento e da liberdade de expressão, acredito que o 25 de Abril não passe de uma pataquada.

    Para todos os outros foi uma benção.

    25 de Abril sempre, fascismo nunca, nunca, nunca mais!

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  3. Os capitães de Abril? Durante a Revolução portuguesa? Tenho a certeza que não dispararam. Os únicos tiros, os únicos mortos, da Revolução portuguesa no território metropolitano foram aqueles contra os quais a PIDE/DGS disparou.

    Aqueles que morreram em África, ainda bastantes centenas, infelizmente, faleceram devido à política extremamente abstrusa que o novo PR (António de Spínola) tentou imprimir ao problema colonial.

    No Programa inicial do MFA estava, inequivocamente, garantido o direito das colónias a independência. Se essa afirmação tivesse constado do documento que acabou por ser lido por Spínola aos portugueses, provavelmente os movimentos de libertação teriam aceite o cessar-fogo e não teria existido mais nenhum morto, de nenhum dos lados.

    Está muito na moda o revisionismo histórico, agora, contra factos não há qualquer possibilidade de existirem argumentos. Portugal era uma ditadura brutal e deixou de o ser. Em Portugal milhares de pessoas morreram numa guerra injusta, foram mortas porque ousaram pensar de maneira diferente, porque queriam pão (lembra-se de Catarina Eufémia?). Acha justo? Eu não e o 25 de Abril terminou com esta injustiça.

    Para aqueles que acreditam no fascismo, na exploração do homem pelo homem, na injustiça social, na pobreza e no esmagamento do pensamento e da liberdade de expressão, acredito que o 25 de Abril não passe de uma pataquada.

    Para todos os outros foi uma benção.

    25 de Abril sempre, fascismo nunca, nunca, nunca mais!

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