sábado, 17 de abril de 2010

Os jovens e o 25 de Abril.




A Revolução dos cravos ocorreu, vai fazer no próximo dia 25, 36 anos. Foi um acontecimento quase mágico. A noite extremamente tenebrosa em que Salazar tinha envolto o país (e que Caetano mais não fez do que prolongar) terminou, de forma abrupta, naquela prodigiosa madrugada, onde, pela primeira vez em mais de 40 anos, o sol brilhou em Portugal.

Numa acontecimento único na história da humanidade, um golpe militar democratizou um país e entregou o poder ao povo. O sol que brilhou na manhã de 25 de Abril de 1974 não mais se viria apagar (apesar de tudo).

Tenho ouvido, de forma mais recorrente do que penso ser justo, dizer àqueles que presenciaram e tomaram parte nas acções de Abril, que os jovens de hoje, aqueles que nasceram já depois de feito e consolidado o 25 de Abril, desconhecem aquilo que significou a Revolução dos Cravos e que, assim, facilmente podem malbaratar a herança de Abril.

Eu estou, intíma e sinceramente, convencido do contrário. Penso que os jovens portugueses que nasceram e sempre viveram em liberdade, que sabem o que é poder manifestar livremente uma opinião, poder sair livremente do país, não sentir na pele a míngua da miséria e da coerção do pensamento, valorizam imensamente a herança da Revolução portuguesa e estão sobre a mesma, relativamente, informados.

É isto que vou tentar provar com um pequeno projecto pessoal. Proponho-me fazer uma pequena entrevista a alguns jovens portugueses (todos nascidos pelo menos uma década após a Revolução) para averiguar, ainda que de uma forma que aceito imperfeita, o conhecimento da juventude nacional sobre este momento histórico e de que forma entendem as suas principais consequências.

As perguntas são as seguintes:
1- O que representa, para ti, o 25 de Abril de 1974?
2- Qual é, para ti, a principal herança do 25 de Abril de 1974?
3- Globalmente, a teu ver, o 25 de Abril tem um significado positivo ou negativo?
4- Qual foi, para ti, a figura mais importante na construção da democracia portuguesa?
5- Que pensas da forma como foi realizada a descolonização?
6- Portugal é, hoje, uma democracia?

Irei tentar, até ao final deste mês, publicar duas entrevistas por dia. Estejam atentos, porque penso que as respostas podem ser extremamente interessantes e surpreendentes. Desde já lanço o repto para que todos aqueles que queiram responder a este pequeno rol de perguntas que me contactem. Quanto mais diferentes forem a visões que conseguir recolher, melhor.

Se considerarem que este projecto merece ter alguma relevância, divulguem-no como puderem e conseguirem.

Obrigado a todos aqueles que prestaram a sua contribuição.

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