terça-feira, 6 de abril de 2010

O pretenso recrudescimento do Islão na Turquia.




Muitas vezes temos ouvido, muitas vezes até de analistas relativamente bem informados, falar do crescimento da influência do Islão na sociedade turca. Este tipo de afirmações transmite, desde logo, a ideia de que é errado e prejudicial que uma sociedade se torne mais religiosa. Contudo, pelo que o fundamentalismo religioso tem provocado às mulheres, minorias religiosas, étnicas e sexuais, é perfeitamente compreensível que exista uma certa aversão ao aumento da influências das igrejas.

Não obstante, a afirmação supra referida padece de outra falha que revela um certo desconhecimento da realidade turca. Pelo que pude observar de muito perto (e eu estive numa das mais tradicionais e religiosas cidades da Turquia, Konya), não me pareceu que a Turquia fosse um país muito fiel ao Islão.

Vários factos o atestam: a maior parte dos turcos bebe, abundantemente, uma bebida extremamente alcoólica (o raki). Ignoravam, talvez com excepção do dia santo de sexta-feira, os chamamentos dos muezins para a oração. Às horas da oração a maior parte das mesquitas encontrava-se exactamente como as "nossas" igrejas católicas: quase vazias e povoadas por um punhado de elementos extremamente idosos.

O comportamento dos imigrantes turcos na Alemanha não pode servir para parametrizar o da população turca que se mantém na Anatólia e o facto de, provavelmente, a existir um referendo sobre a entrada na "Europa", a maioria dos turcos pronunciar negativamente não tem nada que ver com o desejo de um Islão mais puro ou o regresso às origens, mas somente o reflexo do descrédito na aceitação plena.

Devido à proximidade com o "Ocidente", a nação turca tem mantido, desde 1923, péssimas relações com os restantes países árabes. Hostilizá-la, acreditando que se encontra "perdida" para o Islão (mais conservador) é um passo que uma União Europeia que lida com uma população muçulmana cada vez mais numerosa não pode tomar. Temos de nos lembrar que nem o cristianismo é a religião da Europa, nem o islamismo a religião oficial turca.

1 comentário:

  1. Para que se saiba.
    Na prática a última coisa que maomé fez no islam foi assassinar o próprio allah.
    Disse que o allah não mais falaria e que ficava sem espírito.
    Mas antes, e no islam, maomé tirou o filho a allah e castrou-o para que nem descendência pudesse deixar.
    maomé também antes, assassinou a familia de allah, os amigos e todas as entidades espirituais boas,anjos, arcanjos, santos e outras.
    Pior ainda. No islam as coisas são cada vez piores.
    No islam, maomé só deixou satan à solta.
    No islam, satan é a única entidade espiritual activa e que sussurra aos maometanos.
    Os maometanos eruditos podem confirmar isto.
    Dão é depois voltas e mais voltas a justificar.
    Prova que o islam é muito hábil a enganar os próprios e a tentar enganar os outros.
    Pode-se dizer que isto acontece no mundo imaginário ou simbólico, mas é este mundo que controla o maometismo.
    Estas verdades dão uma ideia da intolerância que existe nessa doutrina.
    Para maomé um allah vivo ou qualquer entidade espiritual boa viva, seriam os maiores perigos ao seu poder.
    Nem o próprio allah maometano podia escapar com vida às suas mãos.
    Só fora do islam o bem(bom-senso/razão) e o Bom Deus podem existir, estarem vivos e manifestarem-se no mundo e nas pessoas.

    ResponderEliminar