quarta-feira, 14 de abril de 2010

A minha faculdade, parte I.




Hoje foi o "Dia Aberto" na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o meu estabelecimento de ensino actual. Os dias abertos servem, supostamente, para ajudar os finalistas do ensino secundário a decidir a faculdade que querem vir a frequentar.


O dia escolhido para visitar a minha foi péssimo. Um dia de chuva pavorosa que deu à esplanada(o principal - único?- grande trunfo estrutural da FCSH) um ar de horrenda desolação que só pode ter causado uma péssima imagem naqueles jovens visitantes.


Por outro lado, arranjaram as portas da entrada e as casas-de-banho do rés-do-chão já deixaram de verter (até ver) os fluidos dos respectivos utilizadores para o átrio principal, o que pode ter atenuado um pouco a má impressão causada nos futuros estudantes universitários.


Quando estava na Biblioteca, a tentar, desesperadamente aceder à internet, mas o servidor, dando uma imagem bastante mais próxima da realidade académica do centro de estudos do que aquele que era trasmitido pelos cicerones universitários, se encontrava " em baixo, deparei-me com o grupo de liceais que se encontrava a seguir um estudande da área de "Estudos Políticos" que lhes explicava os meandros do respectivo Departamento.


Quanto penetraram naquela loja de alfarrabista pessimamente organizada a que costumamos chamar de Biblioteca, ouço o referido estudante fazer a seguinte afirmação: "Ah, o que vocês ouviram do professor Horta Fernandes tem que ver com o facto de ele ser um teórico realista e, assim, põe as coisas na forma pior possível e explica tudo a partir daí".


Achei fascinante esta definição do realisto político, embora tenha quase a certeza que o professor em causa discorde em absoluto da mesma, assim como qualquer outro "teórico realista". Só espero é que os visitantes de hoje tenham tido acesso aquele pensamento que me assaltou quando com eles pela primeira vez me confrontei: "fujam!".


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