terça-feira, 13 de abril de 2010

L'église est morte




A Igreja Católica vive a sua pior crise interna desde o tempo da Reforma Protestante. E mesmo nessa altura do séc. XVI, a Igreja Católica não se viu tão descredibilizada. Quem quis sair saiu, quem quis ficar ficou. Saíram, sobretudo, por divergências teológicas e não por causa dos comportamentos dos sacerdotes.

É assim que, hoje, a Igreja Católica Apostólica Romana se encontra perante a hercúlea tarefa de ter de efectuar uma gigantesca purga interna para poder enfrentar o clamor social de justiça que os seus seguidores, as crianças abusadas e toda a sociedade “ocidental e cristã” lançam por causa dos inúmeros casos de pedofilia entre os mais diversos membros do clero.

Uma investigação interna séria destes casos só poderia ter um resultado: o colapso da maioria das instituições eclesiásticas superiores e a queda de Ratzinger. Ora, ninguém (a começar pelos padres pederastas e a terminar no próprio Bento XVI, passando por toda aquela corja que sumptuosamente vive no Vaticano à custa dos crentes católicos) quer isto.

Assim, é melhor andar a dizer que a pedofilia se encontra relacionada com a homossexualidade e não com o celibato, continuando com o encobrimento dos hediondos crimes cometidos por aqueles que deviam pregar a paz, o amor e todas essas coisas que as Igrejas são sempre extremamente bem sucedidas a combater.

O “Rotweiller de Deus” (o cognome ternurento com que alguns, muito acertadamente, baptizaram Joseph Ratzinger) prefere avançar sobre estas acusações qual divisão Panzer em vez de procurar limpar o nome da Santa Madre Igreja. Afinal, a culpa é da homossexualidade, do uso do preservativo, do Islão e estas acusações são até piores do que a perseguição centenária aos Judeus.

Na Alemanha, esta atitude já provocou o facto de a Igreja Católica ser a instituição com a pior reputação (mesmo pior do que os partidos políticos e instituições governativas) e que ¼ dos seus seguidores esteja a pensar abandonar a crença católica. O Papa “Panzer” devia estar preocupado com esta situação e pôr em prática uma reforma da Igreja (próxima daquela que se seguiu à Reforma protestante). Não está interessado, porque se preocupa mais com o poder terreno do que com a missão divina da Igreja.


Ainda bem que o governo português (sempre o lema Socrático: “uma no cravo, outra na ferradura”: casamento gay, mas dias livres para ir tudo ver o Papa) o vai premiar, atribuindo “feriado” aos funcionários estatais dia 13 de Maio. Sem comentários...

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