quarta-feira, 21 de abril de 2010

Entrevista VI: "Era preciso parar com a insanidade de querermos ser os "donos do mundo"




1- O que representa, para ti, o 25 de Abril de 1974?

O início de uma nova era política, o fim de um regime estagnante, a (re)abertura da democracia, com a introdução de novas liberdades, como o direito das mulheres ao voto, por exemplo. Novas liberdades, acima de tudo, portanto.


2- Qual é, para ti, a principal herança do 25 de Abril de 1974?

A conquista de novas liberdades, sem dúvida, por vezes até mal aproveitadas ou subestimadas e abrir a porta a outras que estão para surgir.


3- Globalmente, a teu ver, o 25 de Abril tem um significado positivo ou negativo?

Gosto de pensar que ainda tem um significado bem positivo no geral. Certamente será mais positivo do que o período que o antecedeu, mesmo não estando vivo para assistir. (Só a ideia de não poder estar a falar livremente em qualquer sitio assusta-me...)


4- Qual foi, para ti, a figura mais importante na construção da democracia portuguesa?

Como já disse, não era nascido nessa altura, e o pouco que sei aprendi via livros de história há algum tempo atrás. Podia dizer um nome ao calhas como Álvaro Cunhal, mas diria que o povo tornou-se a figura mais importante nessa altura.


5- Que pensas da forma como foi realizada a descolonização?

Não foi a melhor pelo que ouvi. Mas, por outro lado, era preciso parar com a insanidade de querermos ser os "donos do mundo" quando já não o éramos há muito, muito tempo, se é que alguma vez fomos.


6- Portugal é, hoje, uma democracia?

É, para o melhor e para o pior. A democracia como sistema terá sempre falhas, afinal de contas.



André, estudante (mestrado) engenharia informática, 24 anos.

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