sábado, 6 de março de 2010

Um país tem os políticos que merece.




Não há um dia neste pequeno erro histórico a que chamamos Portugal que nos transportes púbicos, nas Universidades, na fila do talho ou num qualquer café de bairro não haja uma (ou várias) pessoa(s) a "malhar" nos políticos e a reinvindicar uma administração mais "limpa". Todavia, hoje, foi apresentado no Parlamento, pelo Professor Luís de Sousa (de quem fui aluno este semestre que passou) um estudo em que se refere que 63% (quase dois terços!!!!) dos portugueses toleram a corrupção desde que esta traga benefícios para a população em geral.

Em primeiro lugar, nem consigo, sequer, compreender muito bem este conceito de corrupção benéfica para a população em geral. As regras, num regime democrático, são aceites por todos por uma única razão: o bem-estar das pessoas. Assim, no imcumprimento das mesmas, não percebo como se pode encontrar algo de positivo para uma generalidade de indivíduos. Mas, enfim, ainda que isso seja possível, este povo tem de compreender que a corrupção, ainda que num determinado caso motivida por alegados objectivos benéficos, é sempre negativa, na medida em que proporciona um cultura de irresponsabilidade e impunidade que depois se reflecte em questões mais complicadas e que prejudicam, em grau muitíssimo elevado, a maioria dos cidadãos.

“Boas leis e boas instituições reduzem as estruturas de oportunidade e incentivos para a corrupção”, disse Luís de Sousa na Assembleia da República. Os supeitos do costume: más leis e mau sector administrativo. Concordo que são, em Portugal, um enorme problema. Não nos devem, todavia, fazer esquecer o fundamental impedimentoao combate à corrupção, e que este estudo bem reflecte: a aceitação popular desta prática.

Diz-se que os povos têm os políticos que merecem. Infelizmente, os portugueses não merecem mais do que isto. Só temos de nos queixar de nós próprios.

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