quarta-feira, 3 de março de 2010

Não me admirava se Sócrates ficasse por Moçambique.




Manuela Moura Guedes foi hoje ouvida na comissão de Ética, Cultura e Sociedade da Assembleia da República. Como já era esperado, "malhou forte e feio" em José Sócrates, acusando-o de pressionar os invesigadores do caso Freeport e de ter telefonado, até, ao Rei de Espanha para pressionar a Prisa para terminar com o Jornal de 6ª.

Efectivamente, a resoluçao do caso Freeport, mais pareceu um varrer para debaixo do tapete do que um isentar de culpas do actual primeiro-ministro do alegado caso de corrupção de quando tinha a tutela do Ambiente.

É certo que as acusações de Moura Guedes não têm a validade de uma condenação judicial, mas a sensação com que o povo fica é que há muita porcarria prestes a explodir de debaixo de um tapete que têm, a cada dia, mais buracos.

Por outro lado, o caso dos computadores Magalhães, continua a dar problemas, com a existência de 66 milhões de desfasamento nas contas de Mário Lino (ex-ministro das Obras Públicas e Comunicações) e da Fundação para as Comunicações Móveis. Para "juntar à festa", a sala de espera das consultas externas do novo Hospital de Cascais, inaugurado com toda a pompa por Sócrates há uma semana, já teve de ser evacuada por causa do entupimento de um tubo que causou uma inundação.


Perante tal pântano, bem se percebe que José Sócrates prefira andar a banhar-se nas cálidas águas do Oceano Índico. Se alguma empresa estatal moçambicana lhe oferecesse um tachinho como administrador, não me admirava nada que o nosso primeiro-ministro por lá ficasse. É que isto aqui está tão mau para o chefe do executivo, que o Aventar já teve de colocar um anúncio por forma a encontrar um blogger capaz de o defender.

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