sábado, 6 de fevereiro de 2010

Uma questão de números.

Os recuos do Governo depois da "negociação" com os professores vão custar ao país 420 milhões de euros.

A alteração da Lei das Finanças Regionais, 50 milhões.

Onde está, então, o "despesismo" tão alardeado por Teixeira dos Santos?

4 comentários:

  1. Olha, e eu a pensar que era Salazarento cortar nos elos mais fracos, ou seja, nos funcionários públicos, como dizias, para suprir o défice. Pelos vistos remodelar o modelo de avaliação era bom porque era para tirar 420 milhões aos professores, e isso era óptimo. Olha, e eu a pensar que era para melhorar a avaliação e para premiar o bom desempenho... Que ingénuo que fui! Afinal o modelo de avaliação era bom porque permitia "poupar" 420 milhões de euros, e os professores e a FENPROF é que eram parvinhos porque "não queriam ser avaliados"...

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  2. Romeu, nós temos de ter cuidado quando incluímos questões familiares na nossa argumentação. E quando o fazemos, das duas uma: ou assumimos o enviesamento que pode sofrer a nossa argumentação ou assumismo um dos lados da barricada e não tentamos dar a ideia de que estamos a fazer uma observação "desinteressada".

    Dito isto, ninguém afirmou que a avaliação era boa porque fazia com que se poupassem alguns milhões de euros. O meu ponto foi, apenas, o seguinte: como pode um ministro das Finanças vir afirmar que 50 milhões de euros são "despesismo", quando, devido aos recuos, a que não tiveram direito os restantes funcionários públicos, postos em prática pela nova ministra da Educação, os encargos com os professores vão aumentar num montante mais de 8 vezes superior.

    ps: agradeço, desde já, o teu comentário, porque só através da discussão se atinge algum conhecimento. = )

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  3. mas achas que despesismo é não cortar nos salários dos professores? é que isso não faz sentido, especialmente qnd falamos de um modelo q supostamente é para melhorar o desempenho dos professores e o rigor da sua avaliação...

    P.S.: estamos diplomáticos, hoje =P

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  4. Eu não classifiquei nada de despesismo...A única coisa qque aqui ponho em causa é a coerência do Sr. ministro das Finanças. Ele é que se referiu ao montente dos 48 milhões como despesismo...E numa altura em que os restantes funcionários públicos vão sofrer um agravamento da sua situação laboral, como se entende esta verba dos 420 milhões?

    ps: pois tenho de ser diplomático, ou não fosse eu estar a considerar entrar para o respectivo Insituto.

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