quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Portugal amordaçado.



Sócrates classificou a divuldação das escutas do caso "Face Oculta" como um "acto ilegal e criminoso", lamentando que os restantes partidos não tenham tomado a mesma posição critica em relação à reportagem do Sol. Pinto Monteiro, veio, de sua parte, confirmar a decisão que tomou quanto à irrelevância das escutas.

O primeiro-ministro, que havia garantido no Parlamento não ter conhecimento do negócio da TVI, veio agora dizer que o desconhecimento só existia ao nível oficioso e que sabia do negócio através de "conversas com amigos". Ora, o que preocupa, realmente, a maioria dos portugueses (que compreendem a gravidade da situação) são exactamente estes diálogos entre Sócrates e os seus amigalhaços (cuja existência é indirectamente provada pelas escutas divulgadas no jornal Sol).

Não se percebe, perante a factualidade divulgada pelo supra citado semanário, que Pinto Monteiro recuse a abertura de inquérito em relação a alegadas e gravíssimas ilegalidades cometidas pelo "engenheiro" Sócrates. Por outro lado, Cavaco Silva tem ficado quedo e calado sobre esta questão, o que também só muito dificilmente se entende, na medida em que o próprio era visado pelo "plano Sócrates".

Numa democracia tão recente como a Portuguesa, cumpre que se perceba que a liberdade não é um valor adquirido, mas um caminho a trilhar, uma batalha, um esforço constante de implementação. Assim, percebo que se levante um clamor nacional exigindo a demissão do primeiro-ministro. Lembremo-nos que Santana Lopes foi demitido por Sampaio por uma questão que não chegava minimamente ao ponto de gravidade que assume este plano armado por Sócrates. Espero que Cavaco SIlva se lembre que é o principal garante da Constituição da República Portuguesa e que actue na defesa da democracia.

(Faço a todos o apelo para que se juntem à manifestação desta quinta-feira á porta da AR. Porque nos importamos!)

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