sábado, 20 de fevereiro de 2010

Os meus ódios.




Foi com surpresa que ao ler a entrevista de Miguel Sousa Tavares ao i (por causa da sua mudança para a SIC) me apercebi que, dos 7 ódios de estimação apontados pelo escritor/comentador/jornalista/pivô televisivo/apresentador/caçador, partilho quatro, um deles cai(-me) na categoria dos indiferentes e discordo, apenas, de dois.

Aqueles com que discordo em absoluto dizem respeito à Lei do Tabaco e ao Presidente da ASAE, António Nunes. Com o primeiro não posso pactuar, na medida em que ninguém tem de ser obrigado a consumir involuntariamente o fumo de outras pessoas e, sendo uma coisa extremamente incómoda, é justo que quem a provoca tenha de encontrar um local onde não incomode outrem. E isto decorre, necessariamente, do facto de, neste país, prezarmos a liberdade. Acho até que a lei deveria ser mais rígida, na medida em que nos espaços interiores em que é permitido fumar, os extractores de fumo não são suficientes para privar os não-fumadores dos malefícios do tabaco.

Com o segundo, respeitante a António Nunes, só quem nunca esteve a almoçar no mais famoso mercado de Barcelona ou teve de utilizar uma casa-de-abnho pública em Itália, é que pode, de forma leviana, censurar a acção da ASAE. Quanto a José António Fernandes, não sou propriamente um fã, mas também não tenho assim grande coisa contra.

Chegando à questão dos ódios que partilhamos, à cabeça vêm dois políticos: Alberto João Jardim e Cavaco Silva. Quanto ao primeiro, estou inteiramente com Sousa Tavares quando diz que, com o dinheiro que se envia para a Madeira, qualquer pessoa ganaharia uma qualquer eleição eternamente. No tocante a Cavaco Silva, também o acho "fraquito", mas perante uma relaidade em que os políticos são mais do que "fraquíssimos", já começa, a meu ver, a aparecer como um governante com alguma estrutura de carácter.

Nas obras públicas, partilho a mesma visão de que apenas servem para servir os favores às construtoras (sempre dependentes do Estado). O Facebook (e as restantes redes sociais) estão também na minha lista negra. Nunca gostei do conceito e, que eu saiba, da minha rede social, dentro das pessoas da minha geração, só eu e o meu irmão é que não possuimos um desses recantos de "amizade junk-food".

Enfim, há muitas coisas que detesto em Miguel Sousa Tavares, mas pelo menos uma admiro: não sendo minimamente imparcial, tem sempre a coragem de defender aquilo em que acredita.

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