quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Obviamente, demita-se!





Eu exijo a demissão de Sócrates. E tu, aguentas?

1, 2, 3...Licenciatura, Freeport, TVI, Figo, Expresso. Precisas de mais?

12 comentários:

  1. Dizia o Salgueiro Maia, de nobre memória, aquando do 25 de Abril, que havia os Estados comunistas e os capitalistas, e que iriam derrubar o "Estado a que chegámos". E agora que os espertos, mangas de alpaca e deslumbrados se assoberbaram do destino deste povo, o que fazer????

    ResponderEliminar
  2. Isso é tudo muito bonito, mas agora metes lá quem? =/

    Cat

    ResponderEliminar
  3. A preocupação legitima de quem substituirá o Socrátes, não pode perpetuar no poder um corrupto desavergonhado.
    É verdade que não teremos neste momento alternativas que nos sosseguem, mas devemos atirar uma pedra para o charco e exigir aos nossos representantes aquilo que é exigido a um mero varredor, carpinteiro ou sapateiro, QUE SEJAM HONESTOS!

    ResponderEliminar
  4. Cat, eu, por acaso, ate tenho posso avançar uma alternativa que me parece credível: o Dr.Paulo Rangel (que não precisa da política para sobreviver e tem uma formação académica sólida e verdadeira). Mas eu nem precisava da existência desta opção, até podia não existir opção alguma, melhor ou pior, que eu, mesmo assim, exigia a demissão de Sócrates.

    É que a nossa democracia ainda é muito recente para que possamos aceitar que aqueles que tentam coarctar a nossa liberdade se mantenham no poder.

    Eu não aceito José Sócrates nem que a alternativa fosse Pedro Santana Lopes ou Durão Barroso ou Paulo Portas. Não quero saber.

    ResponderEliminar
  5. Não podemos dar-nos ao luxo de um “seja quem for” numa situação destas, é necessário um plano estruturado, estamos a falar de um país que está debilitado economicamente, cujos números da taxa de desemprego aumentam; mudar só por mudar não adianta. E sabes que mais? Estou farta deste lixo todo, destas novelas de bastidores, mas preferia que as pessoas fossem pragmáticas ao unir esforços para resolver estas questões nacionais, em vez de saber se o outro disse e o outro escutou e o outro não sei quê. Quero mais é que o país avance, que dê a volta por cima e bola para a frente. Eles todos têm o rabo preso a qualquer coisa, se não é Freeport é BPN, se não é BPN é Portuscale, se não é Portuscale é a compra de submarinos, todos sabem arranjar um esquema jeitoso e os que ainda não o têm é porque ainda não tiveram oportunidade. Admito que o Governo caia, mas prefiro que seja mais tarde, quando começarem a surgir alternativas sérias (Rangel para mim está fora de questão, continuo a dizer que não apoio quem vai abrir mal a boca no PE só como rampa de anúncio de candidatura e apenas ganha as europeias por as pessoas punirem o Governo - sim, aquilo era uma "ante-câmara“ das legislativas). Estar a atravessar um período de eleições que não passa de um impasse convertido em feira, onde se corre o país aos beijinhos e abraços, gastando rios de dinheiro em cartazes, em refeições a toda a hora (se o Figo lá comparece é que eu já não sei), sinceramente, é coisa que não posso concordar.

    Isto pode parecer que não defendo a tão falada liberdade de imprensa, e que mais uma vez referiste, mas também só tenho a dizer: Sócrates queimou-se duplamente no caso do Expresso, portanto, no big deal; no caso do Jornal de Sexta acho fantástico que aquilo tenha acabado porque aquilo não era jornalismo, era super parcial e a forma como as coisas eram debatidas com o VPV eram desagradáveis; no caso do Mário Crespo, é muito lixado saber que foi apelidado daquela maneira, mas se os próprios jornalistas não apoiam a recolha de informações de uma forma que até alguém apelidou de alcoviteira e se foi o MC e o director que tomaram a última decisão, também não sei para quê tanto alarde (não esquecendo que anos antes MC ligou ao Airons de Carvalho a pedir para lhe darem um posto importante nos EUA e que não lhe foi concedido… aí há gato). A liberdade de imprensa continua aí, ou não viessem os meios de comunicação diariamente repletos de críticas a Sócrates.

    Eu acho que as pessoas andam cansadas e stressam-se com tudo. Tenham mais calma, que o Governo não só é alvo de bota-abaixo, como e, sobretudo, se auto-desgasta. Para quê tanto folclore?

    Cat

    ResponderEliminar
  6. Onde está "alarde" deve-se ler "alarido" e onde está "meios de comunicação" acrescenta-se o "social". =P

    Cat

    ResponderEliminar
  7. Cat, eu até podia concordar com essa argumentação de que o país está debilitado (como se o nosso país não sofresse de debilidade crónica) e etc, se, efectivamente, me conseguissem fazer crer que Sócrates tem tomado medidas sérias e consistentes para combater o desemprego e a crise. Contudo, o que sabemos é que o Governo nem se interessa pelo cálculo dos números reais e que prefere esbanjar optimismo a concentrar-se na resolução de problemas.

    Não vejo, sinceramente, como poderá Paulo Rangel ser pior. Mas, como diz o povo, "depois de mim virá quem de mim santo fará"...E tem sido verdade...

    ResponderEliminar
  8. Manel, o Portas também está ligado a casos de corrupção, como a Cat referiu, e sobre o:

    "se me conseguissem fazer crer que Sócrates tem tomado medidas sérias e consistentes para combater o desemprego e a crise"

    eu não vejo que mais medidas é que ele possa tomar para além das que tem tomado, nem vejo alternativas ou propostas nenhumas vindas dos outros partidos...

    ResponderEliminar
  9. Com certeza, mas, que se saiba, os casos de corrupção em que se viu envolvido Paulo Portas, não tinham como efeito directo um ataque particularmente perigoso à nossa democracia e liberdade.

    Então, mas quais têm sido essas medidas? É que eu não consigo apontar nenhuma.

    O meu ponto não é que os outros sejam muito melhores a resolver os problemas nacionais do que Sócrates, mas, somente, que, ao menos, não estão a tentar subverter o regime democrático nacional.

    ResponderEliminar
  10. A debilidade de Espanha chegou a ser mais grave do que a nossa e, mesmo estando com aqueles 19% de desemprego, têm uma economia forte e presente. Eu acho que isto só é crónico porque assim o queremos. As pessoas, em vez de trabalharem a todo o gás, apesar das adversidades, só pensam em serem despedidas para ficarem em casa a receber o subsídio de desemprego! Eu não acho isto uma mentalidade de gente sã, muito sinceramente, mas isto impera entre muito boa gente nacional e é muito difícil ser o Estado a alterar o “natural” curso das coisas. Mais despesas a sobrecarregarem o destino dos nossos impostos, I’d say.

    No entanto, não quero desresponsabilizar o Governo, pois claramente tem a sua quota-parte de culpa. Os Governos, diga-se, porque a má gestão de finanças nesta democracia tem sido flagrante a partir do momento em que os dinheiros da CEE/UE começaram a circular por aqui. Saindo da máquina do tempo, na minha opinião, o Governo tem tomado medidas que apenas têm sido de compromisso e é por esse ponto que eu pego e é aí que exijo maiores esforços. Quero um governo no verdadeiro sentido da palavra e, se estão lá estes, são eles que têm de tratar do assunto agora e ponto final. Se contassem com a colaboração de outros partidos para uma resolução séria dos nossos dramas, tanto melhor seria. Como isso não se verificará, eles que se virem e comecem, por exemplo, por reduzir salários e reformas acumuladas de certos senhores. Os cofres agradeciam, assim como o nosso cinto tão apertadinho.

    No caso do Portas, o ataque incidiu sobre os nossos bolsos, logo isso é afectar a democracia ao nível orçamental! Fez uma compra que, tanto quanto sei, não foi uma aquisição de grande utilidade para a Marinha. É pena as nossas memórias políticas serem tão curtas, porque há mais coisas lá para trás que são igualmente graves e que mereciam ser avivadas de tempos a tempos para nos lembrarmos ao certo de como actua quem domina o palco da praça pública...

    Cat

    ResponderEliminar
  11. Nós podemos discutir imenso aquilo que é preciso fazer a nível económico, para colocar o nosso país naquela fragilidade financeira aceitável que, tirando alguns períodos históricos, foi sempre a característica da nossa maneira de gerir este pequeno país. "Não se governam, nem se deixam governar", já dizia um general romano a propósito dos lusitanos e a frase continuam a servir que nem uma luva ao Portugal dos tempos antigos e dos dias de hoje.

    Todavia, neste momento e neste ponto que pretendi discutir com este post, a questão económica não me incomoda minimamente (até porque considero extremamente improvável que o sucessor de Sócrates possa pôr em prática políticas piores). A questão aqui diz respeito a um pilar fundamental da democracia liberal: a liberdade de imprensa. Assim, Sócrates atingiu a nossa democracia como nenhum governante havia feito desde o 25 de Abril. E por isso tem de abandonar o poder. Não interessa ter uma economia estável se não tivermos liberdade.

    ResponderEliminar
  12. Pobres, mas livres? lol Ainda bem que já temos os jornais gratuitos porque assim a liberdade de imprensa continua, a par do descréscimo do poder de compra...

    Manel, vou encerrar por aqui a exposição do meu ponto de vista, se não estamos aqui ad eternum - aceito alguma conversa ao vivo, mas só um pouquinho para não enjoar. It's been a pleasure. ;)

    Cat

    ResponderEliminar