quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O lugar das palavras é na rua.



Angústia
Noite
Linha
Amo-te
Pele
Boca
Campo
Trovejar
Dor
Solisbaio


Era sempre de noite que me invadia aquela angústia, um trovejar incessante de pensamentos amargos. A solidão consumia-me a alma e eu não era nada, nem um capítulo, uma linha ou um ponto nessa dissertação de emoções que deveria ser a vida.

Era sempre aquela dor imparável, o cansaço, o sofrimento imensurável que me corroía como o infestante que contamina os campos. Um ácido que carcome ilusões. Esmaga-me a falta de ouvir "amo-te" numa boca a murmurar...uma carícia na pele.

Quero gritar, sim!, libertar-me, transformar as minhas entranhas num solisbaio, onde posso esquecer numa "alegria breve" a consciência e o temor.

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