quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Eles comem tudo e não deixam nada,



Enquanto o nosso primeiro-ministro se andava entretendo no "forrobodó" do controlo da comunicação social pouco amigável, o desemprego andava alegremente aumentando perante a negação por parte de responsáveis do Governo de que uma crise sem precendentes se instalava. No último trimestre de 2009, a taxa de desemprego ultrapassou os 10% (o valor mais alto desde que o INE faz este tipo de contagem - 1983). Representa este valor cerca de 563.000 pessoas desempregadas.

Apesar deste negro indicador, uma errónea política de combate ao desemprego tem sido posta em prática por um Governo que se vem arrastando numa confrangedora fragilidade. Os programas des estágios na função pública, em ONGs e em empresas privadas só servem para mascarar uma realidade que é permanente. Terminado o estágio o jovem volta ao desemprego porque não existem nas entidades de acolhimento condições de acolhimento permanente do trabalhador. Assim, aplaca-se com um estágio que não é mais do que um subsídio, uma situação que, 6 meses depois, se revela na sua precariedade.

Entretanto, e para "enganar" a limitação no aumento de salários, os gestores das empresas públicas vão acumulando prémios extraordinários. Contratação por objectivos, justificam eles. Só que nunca teve de andar num comboio da CP ou de resolver algum problema quanto ao fornecimento de água é que pode assegurar que estas metas têm sido cumpridas.

Enfim, perante tal quadro, só apetece citar o saudoso Zeca Afonso: "Eles comem tudo, eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada"...

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