segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Terrorismo: por que não se combatem as causas?



Todos os passageiros (aéreos) provenientes de 14 países serão revistados quando pretendam viajar para os EUA. Nem vou contestar a medida. Parece-me um pouco exagerada. Contudo, cada país trata das questões da sua segurança da forma como bem entende (e com a qual os seus cidadãos concordem, bem entendido).

Agora, é sabido que não é com mais limitações à liberdade das pessoas que se combate o terrorismo. Os terroristas arranjarão, sempre, maneiras de atacar cidadãos americanos, seja em aviões com destino aos EUA, seja em países estrangeiros, nomeadamente nos países incluídos na "lista negra" divulgada pela entidade reguladora das comunicações aéreas americanas.

O terrorismo tem de ser combatido nas suas causas, a prevenção das consequências será sempre insuficiente. Uma pessoa disposta a morrer por uma causa encontrará sempre formas de ultrapassar quaisquer barreiras. O importante, parece-me, é perceber por que é que, por exemplo, um filho de um riquíssimo banqueiro nigeriano entrega a sua vida para matar uma série de pessoas inocentes.

Os EUA não se importam de gastar biliões de dólares em "guerras preventivas" e gigantescas medidas de segurança, mas e se destinassem, digamos, 10% dessas verbas à compreensão do fenómeno do terrorismo e ao combate das suas causas (pobreza, alienação face ao "modelo ocidental", choque cultural, etc.)? Não poderia mudar alguma coisa?

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