
Nos últimos tempos tenho me questionado recorrentement acerca da utilidade da existência do Banco de Portugal. No antigamente, quando inflações de 30% e mais eram possíveis no nosso pequeno rectângulo atlântico, a principal função do banco central era o controlo, ou no nosso caso o descontrolo, da política monetária. Agora, que, graças a Deus, a política monetária compete ao Banco Central Europeu, o Banco de Portugal teria, fundamentalmente, de desempenhar duas funções: supervisão da actividade bancária e financeira e promover a realização de estudos sobre questões económicas nacionais.
Ora, no cumprimento destes dois objectivos, o Banco de Portugal tem falhado rotundamente. A supervisão de Vitor Constâncio falhou em toda a linha nos casos do BPN, BPP e BCP e, estou convencido, a situação nos outros bancos não é de igual calamidade devido ás estratégias de crescimento saudável que tentam promover e não por qualquer acção do banco central.
A realização de estudos e previsão do funcionamento da economia parece não ser, igualmente, uma especialidade do Banco de Portugal. É que veio, ontem, o Governador do BdP dizer que ficou "surpreendido com o défice das contas públicas". Assim, quem fica surpreedido sou eu: com a existência de uma instituição que se revela tão disfuncional como o Banco de Portugal.
Gostei da análise feita. Não posso estar mais de acordo. mas julgo também que a responsabilidade não é da instituição, mas da forma como é dirigida
ResponderEliminarObrigado.
ResponderEliminarPois...e o pior é que Vítor Constâncio está bem colocado para a corrida ao lugar de Vice-Presidente do BCE...Faz-nos pensar...