segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O pior é que Bin-Laden tem razão.



Considero a violência quase sempre ilegítima. Mesmo quando a luta é justa (descolonização, democratização, auto-determinação), vejo a morte de inocentes como profundamente injusta e injustificável. Assim sendo, todas as acções levadas a cabo pela Al-Qaeda que envolvam ataques contra civis que nada tiveram que ver com as situações políticas contra as quais luta a organização "terrorista" são ignóbeis.

Contudo, importa reter a justificação de Bin-Laden para o recente ataque perpetrado por um cidadão nigeriano na altura do Natal. Diz-nos o líder da mais conhecida organização "terrotista" mundial que “os Estados Unidos não vão poder sonhar em viver em segurança enquanto os nossos irmãos em Gaza viverem na pior das misérias”.

Tem, Bin-Laden imensa razão naquilo que diz. É que, efectivamente, o crescimento da ameaça terrorista não se dá porque, de repente, todos decidiram ouvir os apelos do Islão mais radical. Acontece porque há gerações que milhares de palestinianos vivem em campos de refugiados, porque desde há muito tempo milhões de árabes por todo o mundo são (ou foram) "esmagados" pelo "Ocidente" e pelas "potências globais".

É a pobreza, não a religião islâmica, que fornece a "carne para canhão" que possibilita o funcionamento destas associações criminosas. Cumpre, portanto, que pelo menos um décimo dos milhões gastos em armamento, sejam gastos na procura, efectiva, de soluções para a alienação política e pauperização em que vive grande parte dos seguidores de Maomé.

1 comentário:

  1. Devagar, devagarinho vamos todos chegar a essa realidade. Só dói o tempo que se tem perdido a compreender que é, como diz e bem, "a pobreza, não a religião islâmica, que fornece a carne para canhão". Saiba que isso é uma verdade que o Ocidente não gosta nem nunca gostou de saber, porque é histórico e moralmente responsável por essa barbaridade.

    ResponderEliminar