
PSD dará liberdade de voto aos seus deputados na votação dos projectos respeitantes ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. O maior partido da oposição desafiou o PS a fazer o mesmo quanto às propostas dos restantes partidos.
Tradicionalmente, em questões "morais" ou de "consciência" (e resta saber até que ponto esta questão o é), os sociais-democratas não impõem disciplina de voto à bancada. Neste ponto até penso que é correcto e fico contento por pelo menos alguns deputados do PSD se poderem colocar, inequivocamente, do lado da igualdade.
O que é facto é que, todavia, durante a campanha eleitoral, o PSD se posicionou contra o alargamento do casamento a casais gay. Assim sendo, tendo em conta o compromisso eleitoral com os seus votantes, não deveria Manuela Ferreira Leite impor o voto contra à sua bancada parlamentar?
Na partidocracia plena em que se encontra submerso o nosso sistema político, os compromissos dos partidos em relação aos seus eleitores devem ser escrupulosamente cumpridos, já que é a única forma de controlo democrático no processo decisório. Mesmo que isso signifique a coerção da liberdade individual dos deputados.
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Bem que podias correr um corrector ortográfico pelo texto.. hoje em dia qualquer analfabeto já pode passar como escritor... ou quase!
ResponderEliminarHá uma claríssima diferença entre gralha e erro ortográfico. Lá porque proposta, por lapsus calami, saiu "porposta" não significa que o autor do texto seja analfabeto. Enfim...já agora, verifique o uso que faz (ou melhor, que não faz) da pontuação = )
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