quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Não seria a disciplina de voto mais democrática?



PSD dará liberdade de voto aos seus deputados na votação dos projectos respeitantes ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. O maior partido da oposição desafiou o PS a fazer o mesmo quanto às propostas dos restantes partidos.

Tradicionalmente, em questões "morais" ou de "consciência" (e resta saber até que ponto esta questão o é), os sociais-democratas não impõem disciplina de voto à bancada. Neste ponto até penso que é correcto e fico contento por pelo menos alguns deputados do PSD se poderem colocar, inequivocamente, do lado da igualdade.

O que é facto é que, todavia, durante a campanha eleitoral, o PSD se posicionou contra o alargamento do casamento a casais gay. Assim sendo, tendo em conta o compromisso eleitoral com os seus votantes, não deveria Manuela Ferreira Leite impor o voto contra à sua bancada parlamentar?

Na partidocracia plena em que se encontra submerso o nosso sistema político, os compromissos dos partidos em relação aos seus eleitores devem ser escrupulosamente cumpridos, já que é a única forma de controlo democrático no processo decisório. Mesmo que isso signifique a coerção da liberdade individual dos deputados.


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2 comentários:

  1. Bem que podias correr um corrector ortográfico pelo texto.. hoje em dia qualquer analfabeto já pode passar como escritor... ou quase!

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  2. Há uma claríssima diferença entre gralha e erro ortográfico. Lá porque proposta, por lapsus calami, saiu "porposta" não significa que o autor do texto seja analfabeto. Enfim...já agora, verifique o uso que faz (ou melhor, que não faz) da pontuação = )

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