segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A igualdade é, também, simbólica.



No mesmo dia em que são votadas na AR a proposta e os projectos de lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o PSD vai apresentar uma proposta de uma União Civil registada para os casais homossexuais. Esta porposta inclui todos os direitos que a proposta de casamento a ser apresentada pelo PS, na medida em que exclui, igualmente, a adopção.

Não percebem os senhores daquela tremenda confusão a que nos habituámos a chamar PSD que a igualdade não se faz só de direitos, mas também de símbolos. Nesta questão do casamento, a vertente simbólica é, de longe, mais importante do que a vertente ca concessão de direitos iguais. O casamento é, ainda, na nossa sociedade a forma mais solene de dar solidez a uma relação. É isto que se pretende. Que as uniões homossexuais sejam vistas como tão válidas e, sobretudo, tão importantes socialmente como as relações heterossexuais.

Apenas num ponto a argumentação social-democrata me parece correcta: a proposta de casamento a ser apresentada pelo PS vai criar, efectivamente, um casamento de segunda (para gays, sem a adopção) e manter o de primeira categoria (para heterossexuais). Mas, apesar de tudo, o símbolo, mesmo danificado, está presente na proposta socialista.

(v tb Público, TVI24)

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