quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Haiti, país "amaldiçoado"



O recente terramoto que devastou o lado ocidental da ilha de Hispaniola faz-me pensar que há países que nasceram, efectivamente, amaldiçoados. O Haiti, país com cerca de 8 milhões de habitantes, vive, desde a independência da França (em 1804) em crise permanente.

Nunca conheceu um perído, realmente, democrático e os golpes de estado e assassinatos de líderes políticos sucedem-se a um ritmo que supera o de qualquer país africano (narco-estado da Guiné-Bissau incluído).

O Haiti é, para além de tudo isto e por causa disto mesmo, o país mais pobre das Américas, com níveis de pobreza humana semelhantes àqueles que julgávamos poderem ser apenas encontrados em países africanos ou em Timor-Leste.

Como se todo o sofrimento que este povo ja carregava não fosse suficente, este país caribenho foi fortemente atingido, no dia de ontem, por um terramoto de proporções inigualáveis na história da região. O primeiro-ministro já afirmou que o número de mortos pode superar o mei milhão.

Perante isto, o meu pensamento não se desvia muito daquele com que abri este post. O Haiti parece ter sido desenhado para o sofrimento. Desde cataclismos naturais a instabilidade política de grau máximo tudo parece acontecer àquele pequeno país que podia ser uma paraíso natural. Faz-nos sentir um contentamento e satisfação (que nos são pouco naturais) por vivermos em Portugal, não é?

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