quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Cortar a ajuda? (ou Como fica a nossa responsabilidade "humana"?)



Na sequência daquilo que vimos aqui escrevendo, pus-me a pensar que só nos lembramos destes catastróficos países quando violentos cataclismos naturais ou socias os assolam.

O Haiti é mais um dos países esquecidos que o nosso globo carrega. Preocupamo-nos agora com o sofrimento causado pelo terramoto à população haitiana, mas será que, antes disto, alguma vez tínhamos pensado no pequeno país caribenho? Sabíamos, sequer, onde fica? Que desde sempre aquele povo sofre com a submersão em crises políticas sucessivas?

Mas, afinal, que responsabilidade é a nossa por aquilo que se passa nos outros países? De que forma podemos "ajudar" as populações de países que vivem soba cruz das crises humanitárias? Muitos e reputados académicos (dos quais Dambisa Moyo é a mais recente representante) referem que se deve cortar a ajuda, já que esta só leva à coacção do desenvolvimento e promoção de regimes cleptocráticos.

E a nossa responsabilidade, enquanto seres humanos, de ajudarmos outro ser humano quando a necessidade é extrema? Como podemos rejeitar salvar uma vida em busca de um bem maior?

Notícia: Público.

3 comentários:

  1. Pode corta-se a ajuda financeira e manter a ajuda em recursos humanos, materiais e equipamentos de construção, alimentos, bens de 1ª necessidade, etc...

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  2. Académicos como Dambisa Moyo ou William Esterly consideram que mesmo esse tipo de ajuda deve ser cortada, na medida em que desresponsabiliza o Estado que a devia prestar. Assim, esse Estado irá alocar recursos para situações menos lícitas ou não procurará o aumento da receita estadual...

    É um problema complicado...

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