sábado, 2 de janeiro de 2010

A catastrófica herança do "Querido Líder".



Luís Filipe Menezes afirmou que, na situação actual, ninguém confia no PSD. Diz o ex-líder dos sociais-democratas que isso de deve ao facto de o principal partido da oposição não apresentar um modelo alternativo de governação.

Logicamente que perante a confusão em que se encontra submerso o reino laranja, muito dificilmente poderiam apresentar propostas alternativas credíveis. Já desde que Cavaco Silva abandonou a liderança do PSD, mas sobretudo a partir do momento em Marcelo se demitiu da presidência do partido, que o PSD não tem servido para mais do que campo de batalha entre líderes, ex-líderes, candidatos à liderança e toda uma espécie de cangalhada que pretende usar o partido como catapulta para concretização de ambições pessoais.

O PSD vive, desde que o agora PR se afastou da liderança do partido, entre a exaltação dos tempos em que o PSD era, de facto, uma "laranja mecânica" que esmagava o PS, em que Cavaco tudo ganhava, em que o país (supostamente pela liderança do génio financeiro do então primeiro-ministro) evoluía com tranquilidade social e a necessidade do afastamento do cavaquismo, do surgimento de novas caras (de que Passos Coelho, o pequeno Sócrates social-democrata, é o mais sublime representante).

Penso que até ao afastamento político definitivo de Cavaco Silva, o PSD vai viver sempre no limiar da calamidade. A morte prematura de Sá Carneiro e a forma como Cavaco sempre se posicionou como seu herdeiro, fazem do actual PR o "Querido Líder" com o qual todos os outros serão comparados e nunca estarão à altura. Assim, nem o "todo-poderoso" Marcelo Rebelo de Sousa pode assumir, de forma segura e firme, o comando do PSD, enquanto Cavaco pairar como uma sombra que lembra os bons tempos sobre as cabeças dos militantes do PSD e dos habitantes deste país.

(v. tb: i, TVI24)

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