sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Até quando?



O Ministro Teixeira dos Santos ameaçou incluir no OE para 2010 um aumento de impostos se as propostas da oposição que prevêem um aumento da despesa forem aprovadas. Este Governo, que toda a populaça considera muito de esquerda porque aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, prepara-se para uma nova e definitiva viragem à direita com a preparação do Orçamento em conjunto com PSD e CDS, não tendo aberto, de forma franca, a via negocial ao BE e PCP.

Enfim, parece que, afinal, a única coisa que o Governo Sócrates tinha sido capaz de fazer no mandato anterior caiu por terra e o défice português está, novamente, nos níveis que fazem a Euro-lândia tremer pela estabilidade da moeda única. É o que dá utilizar medidas neo-salazarentas para resolver os problemas financeiros. Cortar na despesa (de forma errática e com total falta de critério) e aumentar os impostos (sobretudo sobre o "elo mais fraco" e quem estava mais à mão: os funcionários públicos). A criação de riqueza nunca foi, nem será, pelo que já se adivinha, prioridade do Governo.

Assim, o défice das contas públicas manter-se-á endémico no nosso país. E agora que já não há nada para vender (Manuela Ferreira Leite encarregou-se das últimas vendas na sua altura) não se imagina como poderá Sócrates resolver o problema. Mas com a falta de alternativas que o PSD apresenta (e que continuará a apresentar por uns bons anos) quem sofre é a mesma populaça que apoia Sócrates (desemprego, cortes na saúde e educação, baixos salários...). Até quando?

2 comentários:

  1. Vão vender mais um bocado da Galp, mais um bocado da EDP, mais um bocado da TAP etc...

    O que eu sei é que ouvi este discurso do Obama: http://www.whitehouse.gov/photos-and-video/video/president-proposes-financial-crisis-responsibility-fee e ele a certa altura diz exactamente isto: "As instituições financeiras foram salvas com o dinheiro de todos e agora andam a oferecer bónus enormes? Então é porque têm fôlego suficiente para devolver o dinheiro de todos." "E NÓS VAMOS RECUPERAR O NOSSO DINHEIRO", acrescentou ele a certa altura, quase a gritar.

    Claro que este discurso é igualzinho a vários do Jerónimo e do Louçã mas nesse caso tratavam-se de perigosíssimos wannabe Estalines portanto tivemos de ouvir calados, o Sócrates a acusa-los de "perseguição aos ricos" e coisas do género. Isto tudo, claro, com a conivência de todos os comentadeiros políticos portugueses.

    Se é preciso dinheiro taxem 2,5%(!!!!!) às grandes fortunas e aos prémios (pelo quê ao certo?) aos gestores. O Louçã fez as contas e era muita guita.

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  2. Acho que o antigo slogan da UDP aplica-se mais do que nunca: "os ricos que paguem a crise". É que o único tipo de bens que, em épocas de crise, conhece sempre um aumento nas vendas são os bens de luxo. Enfim, se podem andar a comprar Ferraris e Rolexs, também podem ajudar um bocadinho "o povo". Não é?

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