terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Pais (ou país) versus professores?



1- Não compreendo. Se os professores com classificação de Muito Bom e Excelente têm lugar garantido na subida de escalão, por que razão mantêm os professores esta espécie de guerrilha com o ME? Por que não concentrarem esforços para atingirem melhores classificações?

2- Fenprof espera mais cedências do Ministério da Educação. Claramente, Maria de Lurdes Rodrigues foi afastada para que se pudessem fazer mais cedências...Mas já são tantas que mais valia criar um novo modelo de avaliação...Não?

3- Neste conflito entre docentes e Ministério da Educação, os pais têm-se posicionado, maioritariamente, do lado do Governo (basta ver os comentários em tudo quanto são fora e nas televisões)....Porquê?

4 comentários:

  1. Devo assumir que não estou completamente a par do modelo de avaliação docente, mas uma coisa é certa: a avaliação dos professores é tão necessária como a avaliação dos alunos. Isto porque há muitos professores incompetentes a ensinar, o que prejudica claramente o futuro académico dos alunos.

    Contudo, avaliar um professor pelas notas obtidas é injusto, uma vez que existem turmas completas onde nenhum aluno se esforça minimamente. Pode parecer extremista, mas é verdade e eu próprio já conheci turmas desse género. Obviamente que nenhum aluno terá notas razoáveis e o professor sofrerá com isso; a mim parece-me tão injusto quanto a existência de docentes incompetentes.

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  2. Boa, Manel...

    Os professores que têm Muito Bom e Excelente têm lugar garantido na subida de escalão, essas são as classificações que são limitadas por quotas.

    Se fores Muito Bom ou Excelente, basta que tenhas mais alguns professores assim no teu agrupamento para não teres direito a essa classificação pelo limite de quotas e perderes a garantia de subida de escalão.

    Não percebo qual é a dificuldade de perceber este raciocínio. Custa-te muito perceber porque é que as quotas para os melhores (e só para limitar os melhores) são injustas?

    "3- Neste conflito entre docentes e Ministério da Educação, os pais têm-se posicionado, maioritariamente, do lado do Governo (basta ver os comentários em tudo quanto são fora e nas televisões)....Porquê?"

    Certamente não será pela quantidade de informação correcta que é divulgadas nos media. Esperava melhor raciocínio da tua parte. A mesma população posiciona-se em maioria contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, até podes ir ver os comentários por esses média fora...

    Fogo, Manel, não te percebo, a sério. Onde é que queres chegar? Porque é que usas os argumentos só para te chegar onde te dá jeito?

    No último post até já usavas os dados dos ordenados dos professores entre 1985 e 1993 para dizer que tinham sido dos que mais tinham aumentado.

    Para ti tudo serve, desde que possa justificar os teus pontos de vista, mesmo que seja através de argumentos inadequados e raciocínios falaciosos.

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  3. Romeu,

    Por amor de Deus. Esse estudo foi um dos que vi. Com certeza não imaginas que não vi o ano do estudo. Logicamente que sim, mas achei-o particularmente esclarecedor já que demnostrava que, naquele período, os salários dos professores portugueses eram os que mais tinham crescido no conjunto dos países da OCDE.
    Para além disso, providenciava o salário dos professores ajustado ao custo de vida, o que não acontece com o estudo feito pela OCDE em Julho de 2009.

    É natural que um professor em Espanha ganhe muitíssimo mais que um professor em Portugal, já que os salários em Espanha são cerca do dobro dos que se verificam em Portugal.

    Mesmo assim, estes estudos (http://www.oecd.org/dataoecd/61/34/33671263.xls; http://www.oecd.org/dataoecd/17/32/43327186.pdf)demosntram, também, que os salários dos professores portugueses continuaram a aumentar sempre a um bom ritmo.

    Depois, os professores não são uma classe tradicionalmente discriminada (muito pelo contrário). Não são um grupo minoritário que sofra de preconceitos negativos, que sofra de abusos, de ataques.

    Assim sendo, considero até ofensiva a comparação dos professores com os LGB's.

    Os pais dos alunos colocam-se, maioritariamente, do lado do Governo nesta questão porque sabem bem que os professores, tradicionalmente, trabalhavam menos horas e ganhavam mais do que os restantes funcionários públicos comuns.

    Acho, por outro lado, que das duas uma: ou os professores são incapazes de divulgar as alternativas que concebem ou então não têm concebido nenhumas.

    Admito que exista falta de comunicação. Agora, a Fenprof deveria considerar relevante que a maioria do país considere que quem tem razão nesta matéria é o Governo, mesmo com todos os defeitos que sabemos (e eu até já referi neste blog!) o modelo proposto comporta.

    E as quotas (que já agora, para o muito bom e o excelente são de 25%) destinam-se a evitar que continue o sistema de todos serem avaliados com a nota máxima.

    E digo mais, alguém acredita que, por exemplo, numa turma exista 1/4 de alunos que possam ser considerados muito bons ou excelentes?

    Só se estudaram noutro país que não o meu.

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  4. "E as quotas (que já agora, para o muito bom e o excelente são de 25%) destinam-se a evitar que continue o sistema de todos serem avaliados com a nota máxima."

    Estou para ver onde foste desencantar esta informação. Mostra-me lá onde diz que que é esse o valor e que não pode ser reduzido por decisão do governo a curto prazo.

    Quanto ao resto respondo noutro dia (hoje e amanhã não posso).

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