quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

As " palhaçadas" de uma fascista que por aqui ficou.



Maria José Nogueira Pinto era, até ao dia de hoje, conhecida por ser a única mulher ostensivamente fascista a ocupar cargos públicos de relevência ("Votei Salazar, claro!" Disse, aquando daquela espécie de programa de má memória). É casada com outro eminente salazarista: Jaime Nogueira Pinto (que já mereceu um post nestas páginas). A irmã desta senhora, Maria João Avillez (que, como se sabe, criou uma amizade muito especial com o elefante amestrado de Jonas Savimbi) é, igualmente, uma referência da direita mais reaccionária do nosso pequeno país.

Infelizmente, a nossa revolução (hiperbolizada pelos círculos da direita) foi, igualmente, pequena para afastar este género de gente do nosso espectro político. É muito triste que no Portugal pós-25 de Abril ainda seja dada voz a pessoas como a "Zezinha" que, impunemente, avançam propostas racistas e xenófobas como fechar a zona da Baixa-Chiado às lojas chinesas.

Hoje, esta Senhora advinda das mais nobres famílias portuguesas e que sempre fez questão de se comportar como se a sua existência muito superior pairasse sobre a nossa banalidade chamou "palhaço" a Ricardo Gonçalves (v. aqui, aqui e aqui). "Palhaço", assim, sem mais e sem, no final, um pedido de desculpas. Uma pessoa que se dá aqueles "ares", com aquela "refinada educação".

E é, afinal, com "palhaças" como Maria José Nogueira Pinto que temos de conviver na nossa democracia. Se tivesse alguma vergonha, mascarava-se de "palhaço triste" e ia trabalhar para um circo em Ulan Bator.

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