sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A queda está para breve!



Os estados ditatorias caiem, por inerência, na condição de estado frágil. Não se pode, nunca, falar de um estado consolidado quando nos referimos a estados regidos por regimes autocráticos. Quanto muito pode-se falar de estados "aparentemente fortes" ou de "aparência consolidada", como é o caso da Líbia, do Irão ou da Arábia Saudita. São países que parecem viver com grande estabilidade, com regimes fortes e que mantêm a nação consolidade, mas, na verdade, tudo não passa de um conjunto de instituições que mantêm, pela força, o confronto social enjaulado.

Basta, contudo, o mínimo deslize das autoridades, umas eleições com um pouco menos de controlo, uma prisão mais fora do comum, uma manifestação de apoio ao status quo que corre mal, para que a sociedade entre em ebulição, organizando marchas de protesto e ataques ferozes ao regime. Foi isto mesmo que aconteceu no Irão no rescaldo da gigantesca fraude eleitoral e, também, no Paquistão quando Musharraf tentou agrilhoar os tribunais.

Hoje ninguém pode considerar o Paquistão como sendo um estado consolidado. E quanto ao Irão? O que é facto é que o regime teocrático de Teerão tem, hoje, de recorrer a medidas completamente ridículas como apreender o diploma e a medalha da Prémio Nobel da Paz Shirin Ebadi. Ainda há alguém que acredite na viabilidade do regime iraniano?

2 comentários:

  1. Era bom que isso fosse verdade mas acontece que há uns certos individuos que se dizem comunistas que os apoiam porque acham que tudo o que seja anti-EUA é bom e eles são muitos para nossa desgraça.

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  2. Bom, presumo que esteja a falar de Chavez e de Cuba dos Castros. Mas, também esses, são estados relativamente fracos, embora talvez não tanto como o Irão. Mas tenhamos a firme certeza que as democracias são os únicos regimes que podem subsistir a longo prazo.

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