terça-feira, 24 de novembro de 2009

Novo ataque de Lula ao CS da ONU



O Brasil, que recentemente afastou a oposição argentina à sua entrada para o Conselho de Segurança da ONU (CS), procura, com esta visita do Presidente iraniano, jogar uma nova cartada, perigosa, mas perceptível, na tentativa de forçar o alargamento daquele órgão.

Lula, como já tinha feito com a recente recepção do PR israelita, recebe Ahmadinejad na tentativa de se tornar um moderador no conflito israelo-árabe. Este país quer, no fundo, dizer que se relaciona com todos os estados de forma amigável. Que é a única super-potência que se dá com o eixo "imperialista" (EUA e aliados), com o grupo "anti-imperialista" (Cuba, Venezuela, Irão) e com os países pobres, que não a vêm como uma potência exploradora.

Efectivamente, o Brasil não tem inimigos, é a potência rainha do "soft-power" (negociação e afirmação económica, em vez de guerra e afirmação militar). Possui energia nuclear, mas voluntariamente abandonou os planos para passar a possuir armamento, não entra numa guerra desde 1945 (altura em que participou na II Guerra Mundial) e não ameaça, de forma alguma, a soberania dos seus vizinhos.

É, no fundo, aquela potência "simpática" com quem todos se querem relacionar e que os EUA já perceberam (e agora, com esta recente visita, ainda mais) que necessitam para estabelecer diálogo com uma América Latina que lhes é cada vez mais hóstil. Lula também já percebeu isso e tenta estar cada vez mais próximo dos "inimigos" da América. Se o PR do Brasil continuar a ser tão hábil na sua estratégia diplomática como tem sido até esta altura, Obama não poderá impedir, durante muito mais tempo, a entrada do Brail para o CS.

Creio que num futuro muito próximo, a potência Sul-americana, será o próximo membro permanente do CS, entrando à frente de históricos candidatos como a Alemanha, Japão e Índia. Simplesmente, porque o Brasil é a potência que não arranja problemas, resolve-os.

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