terça-feira, 17 de novembro de 2009

E quem "aperta" com Israel? ou Ópera Chinesa, parte dois


Obama leva de Pequim a garantia de Hu Jintao de que irá pressionar o regime iraniano no tocante à questão nuclear. Os chineses que sempre haviam sido renitentes na aplicação de sanções ao regime teocrático de Teerão, comprometem-se, agora, a envidar esforços no sentido da permissão, exclusiva, do uso da energia nuclear para fins pacíficos.

A "democracia" chinesa pode ter armamento nuclear e o nobel da paz considera tudo muito bem, a ditadura iraniana já não pode...Enfim, por que não pressiona Obama, também, os seus amigos de Israel para que destruam as armas nucleares que já possuem? Deve ser porque Israel é o principal garante de estabilidade na região do Médio Oriente.

3 comentários:

  1. Israel anda a fazer muita coisa mal, e as negociações com os Palestinianos são uma delas, mas eu acho que Israel precisa de ter armas nucleares. Imagina que algum dos "amigos" de Israel no médio oriente, como o Irão, as fabrica e Israel não as tem, como fica a defesa de Israel? Como fica o poder de resposta?
    As guerras nucleares evitam-se quando ambos os lados têm as bombas nucleares. Eu sei que neste momento só Israel é que as tem, mas vês a usá-las com fins de agressão? Eu não, e não me parece que as vá usar só porque sim.

    Romeu

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  2. Ainda antes de o Irão ter armas nucleares, Benjamin Netanyahu afirmou que Israel usaria de qualquer meio se sentisse existir alguma ameaça. E, não nos esqueçamos, que Israel já invadiu, por mais do que uma vez, os seus vizinhos (Síria, Jordânia, Egipto e Líbano) sem ter sido provocada.
    Parece-me o suficiente para que não se permita que Israel possua armamento nuclear e seja considerada uma ameaça à estabilidade da região.

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  3. Sim, mas se o país se sentir ameaçado tem de se defender.
    Sem ter sido provocado? Estás a falar de "sem ter sido invadido, apesar de assisistir à colocação de tropas em torno da sua fronteira, e sem esperar que o começassem a bombardear primeiro"? Eu acho que fez muito bem. Aproveitou e atacou logo a força área egípcia. Melhor isso do que ver Tel Aviv e Jerusálem a serem bombardeadas. Era o que iam fazer, se pudessem, as tropas dos países muçulmanas estavam todas a preparar-se para atacar Israel. Israel é muito pequeno, e na altura ainda era mais, não se pode dar ao luxo de deixar que lhe entrem pelo país a dentro para se defender.

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