sábado, 21 de novembro de 2009

A desilusão de Obama...



Em apenas 8 meses Obama tornou-se uma das maiores desilusões a que o mundo já assistiu. Foi eleito prometendo a mudança: a retirada do Iraque, o reforço do combate aos talibãs, o reforço da pressão, embora orientada por outras vias, sobre o programa nuclear iraniano, o encerramento da prisão de Guantánamo.

Hoje, Guantanámo continua aberta, com os seus julgamentos por "juízes" militares e sem defensor, e sem perspectivas de encerramento definitivo próximo. O Iraque continua um pântano, minado de terroristas e de morte. A solução de Obama para o Afeganistão foi, apenas, de aumentar o número de efectivos militares. Não conseguiu mais do que a eleição de um Presidente sem qualquer tipo de legitimidade, governando um narco-estado, em que os talibãs são os únicos capazes de manter a ordem (nas zonas que controlam). Estes últimos avançam, com grande sucesso, nas zonas tribais do Paquistão, em que se vive praticamente num estado de guerra civil, e nas favelas de Karachi, onde já recrutam, livremente, crianças de 5 e 6 anos de idade.

Quanto ao Irão, a administração americana está hoje pior do que na era Bush. Pressionado pelos desastres no Afeganistão e Iraque e pela atribuição de um Prémio Nobel da Paz, Obama não pode retaliar militarmente contra o programa nuclear iraniano, limitando-se a impedir que a Rússia não forneça armas antimíssil e a impor sanções económicas ridículas que não surtem qualquer efeito. Assim, o Irão abusa e desloca tropas para a defesa das centrais nucleares. Os EUA, manietados pelos desastres da sua política externa nada podem fazer.

Obama apareceu como a grande esperança, como o paladino da mudança, como o homem que transformaria a imagem que se tem, hoje, da América. Até agora, nada cumpriu. Até quando vamos continuar a acreditar?



Mesmo assim, parece que chegou uma boa notícia.

1 comentário:

  1. parece-m pressipitado considerar que Obama já é um falhanço. A interrogação coloca-se no plano de saber até onde quer ou pode ir Obama. Os apoios obtidos para a sua campanha demonstram que o largo espectro politico que o apoiou criou um problema real de saber como gerir os vários interesses em jogo neste momento. A economia americana continua a apresentar indicadores muito contraditórios, não se prevendo para breve a inversão de uma situação economica e social muito dificil e, com soluções que colidem com o estilo de vida impingido durnte anos aos americanos. O papel dos EUA como centro do império pode ter os dias contados, uma coisa é certa pelo menos Obama é melhor que BUSH, o que nos tempos que correm já não é mau.

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